
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Tráfico de Animais Silvestres
Nua e cruamente, o tráfico de animais se define pela retirada de espécimes da natureza para que possam ser vendidos no mercado interno brasileiro ou para o exterior.
Apesar de existirem animais que realizam trabalho para o homem (o cão guia do cego, o carro-de-boi, o cão-pastor etc), o tráfico de animais não tem por objetivo a captura de animais para o trabalho e sim para deleite próprio, considerados "coisa querida", do tupi antigo "xerimbabo". Porém, a manutenção de animais silvestres em apartamentos e casas causa tanta privação aos animais que se, realmente fossem coisa querida, não deveríamos privá-los da liberdade. Hoje criamos gatos, cães e outros animais que não mais possuem seu lugar no ambiente natural; entretanto, não é esta a situação de micos-estrela, de papagaios, araras, entre vários outros. Estes animais ainda podem ser livres, ainda possuem um habitat e condições de viverem em liberdade.
Infelizmente a idéia de soberania sobre estes animais e, portanto, de sua utilização sem critérios éticos, remonta à descoberta do Brasil quando araras, papagaios e outros animais foram enviados à Portugal. A grande quantidade de psitacídeos (araras, papagaios, periquitos e maritacas) existentes no Brasil à época de seu descobrimento fez com que estas paragens fosse, durante muito tempo, denominada "Terra dos Papagaios". Um pouco mais de 500 anos depois não podemos mais observar tantos destes animais a colorir as matas e céus de nosso país porém, vários "enfeitam" gaiolas em residências no Brasil e em diversos outros países.
Assim, para manter a cobiça de novos animais de estimação e, também, para sustentar a moda, diversos animais foram continuamente "exportados" para a América do Norte e, principalmente, para a Europa. Por exemplo, entre 1901 e 1905 o Brasil exportou, principalmente para a Inglaterra, mais de 600 quilos de penas de garça, arara, papagaio, tucano, beija-flor, entre outros. Tal comércio, custou a vida de muitos animais.
Hoje o comércio continua, de forma clandestina, mas continua. E, para que se sustente o tráfico internacional, existe uma bem estruturada rede de tráfico interno. Este tráfico se inicia com o ribeirinho ou qualquer outro indivíduo que resida junto ao ambiente natural capturando e aprisionando os animais para depois vendê-los diretamente aos turistas ou aos primeiros atravessadores que os transportam para os grandes centros de compra. Entre os principais meios de transporte destes animais pode-se citar os barcos na região norte e os caminhões e ônibus nas outras regiões do País.
Aqueles animais que não são diretamente "exportados", por meio das fronteiras e aeroportos, normalmente são encaminhados para o eixo Rio-São Paulo onde são vendidos em feiras-livres. Atualmente os traficantes não levam todo o seu "estoque" para a feira mantendo os animais mais valiosos em armazéns e residências próximas.
A compra de um animal silvestre resulta em duas certezas:
1. O animal preferiaria estar livre;
2. O comprador está contribuindo para que outros animais sejam capturados, torturados no transporte - mortos pelo tráfico.
O tráfico dos animais não é de responsabilidade somente dos traficantes, quem compra também tem suas mãos sujas com sofrimento e morte destes animais.
Quem ama não compra animais procedentes do tráfico.
Conseqüências do Tráfico de Animais
Problemas para o ecossistema
Quando se retira um animal da natureza, é como se quebrássemos ou, ao menos, enfraquecêssemos o elo de uma corrente. Lógico que somente um animal não faria falta mas, não apenas um e sim, centenas, milhares de animais são retirados por ano de nossas matas. Para se ter uma idéia, um caminhão rotineiramente utilizado no tráfico de animais transporta cerca de 1.000 espécimes (alguns chegam a transportar 3.000 animais). Basta, então, se perguntar: quantos caminhões estão rodando pelo país e quantos destes poderiam estar transportando animais silvestres em meio a sua carga?
A população humana cresceu muito, em 2003 já somos mais de 6 bilhões de habitantes e, no Brasil, mais de 160 milhões que exercem uma imensa pressão sobre os habitats naturais e, também, diretamente sobre a fauna. Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais de nossas matas; outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões. Todas estas estimativas, embora pareçam alarmismo e exagero, tomam outra dimensão quando consideramos o seguinte:
1. Quantas pessoas você conhece que possui ou já possuiu um animal silvestre (o papagaio da vovó, o pássaro preto do vizinho, o canário do amigo, o coleirinho na gaiola da venda etc);
2. As estimativas se baseiam, basicamente, no que é apreendido o que, infelizmente é ínfimo frente ao traficado;
3. Devido as condições em que são capturados e transportados, a taxa de mortalidade é altíssima;
4. Finalmente quanto maior for a população, caso não mudemos nossos conceitos maior será a pressão sobre os animais.
Ressalta-se que não somente o indivíduo capturado fará falta ao ambiente mas, também, os descendentes que ele deixará de ter. Assim, pode-se perceber o tamanho do impacto que a retirada de animais causa ao meio ambiente. Outro detalhe, muitas vezes esquecido, é que o impacto não se restringe à extinção da espécie capturada. Na natureza as espécies estão interligadas no que chamamos de teia alimentar, ou seja, os animais comem e são comidos por outros animais além de, também, se alimentarem de plantas, realizarem a polinização das mesmas e, muitas vezes, dispersarem suas sementes.
Se eu retiro do ambiente uma espécie que dispersa a semente de determinada árvore pode ser que esta árvore não mais conseguirá se reproduzir e, se suas folhas servem de alimento para determinado tipo de inseto, dentro de alguns anos este também poderá se extinguir. Este inseto podia ser o principal alimento de determinado pássaro que agora também será afetado pela retirada daquela primeira espécie que não possuía uma relação direta com ele. Estas são as implicações do tráfico na teia ecológica e muitas vezes pode afetar espécies que, a princípio se imaginaria não ter nenhuma relação com a espécie traficada.
Considere este "pitoresco" e trágico exemplo de como as espécies podem ser afetadas pelas formas mais improváveis: A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu um programa de pulverização com DDT (um potente e hoje proibido inseticida) a fim de se eliminar mosquitos na ilha de Bornéu. Entretanto, a pulverização também destruiu as vespas que se alimentavam de lagartas que comiam a armação dos tetos das casas. Como as lagartas não foram eliminadas, agora sem predadores, os tetos das choupanas começaram a desabar resultado de um programa aparentemente benéfico de eliminação de mosquitos. Neste ínterim se iniciou um segundo programa de eliminação das moscas caseiras. Até então, as moscas eram controladas por lagartixas que habitavam as residências.
1. Quantas pessoas você conhece que possui ou já possuiu um animal silvestre (o papagaio da vovó, o pássaro preto do vizinho, o canário do amigo, o coleirinho na gaiola da venda etc);
2. As estimativas se baseiam, basicamente, no que é apreendido o que, infelizmente é ínfimo frente ao traficado;
3. Devido as condições em que são capturados e transportados, a taxa de mortalidade é altíssima;
4. Finalmente quanto maior for a população, caso não mudemos nossos conceitos maior será a pressão sobre os animais.
Ressalta-se que não somente o indivíduo capturado fará falta ao ambiente mas, também, os descendentes que ele deixará de ter. Assim, pode-se perceber o tamanho do impacto que a retirada de animais causa ao meio ambiente. Outro detalhe, muitas vezes esquecido, é que o impacto não se restringe à extinção da espécie capturada. Na natureza as espécies estão interligadas no que chamamos de teia alimentar, ou seja, os animais comem e são comidos por outros animais além de, também, se alimentarem de plantas, realizarem a polinização das mesmas e, muitas vezes, dispersarem suas sementes.
Se eu retiro do ambiente uma espécie que dispersa a semente de determinada árvore pode ser que esta árvore não mais conseguirá se reproduzir e, se suas folhas servem de alimento para determinado tipo de inseto, dentro de alguns anos este também poderá se extinguir. Este inseto podia ser o principal alimento de determinado pássaro que agora também será afetado pela retirada daquela primeira espécie que não possuía uma relação direta com ele. Estas são as implicações do tráfico na teia ecológica e muitas vezes pode afetar espécies que, a princípio se imaginaria não ter nenhuma relação com a espécie traficada.
Considere este "pitoresco" e trágico exemplo de como as espécies podem ser afetadas pelas formas mais improváveis: A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu um programa de pulverização com DDT (um potente e hoje proibido inseticida) a fim de se eliminar mosquitos na ilha de Bornéu. Entretanto, a pulverização também destruiu as vespas que se alimentavam de lagartas que comiam a armação dos tetos das casas. Como as lagartas não foram eliminadas, agora sem predadores, os tetos das choupanas começaram a desabar resultado de um programa aparentemente benéfico de eliminação de mosquitos. Neste ínterim se iniciou um segundo programa de eliminação das moscas caseiras. Até então, as moscas eram controladas por lagartixas que habitavam as residências.
Com o envenenamento das moscas pelo DDT as lagartixas que as comiam também eram envenenadas. Intoxicadas, as lagartixas caíam dos tetos e eram comidas pelos gatos domésticos que, também, começaram a morrer. Como conseqüência direta da morte dos gatos ocorreu uma superpopulação de ratos que, até então, eram controlados pelos mesmos. Os ratos passaram a invadir as casas, consumir alimentos e a transmitir doenças aos humanos. Finalmente, buscando restaurar o equilíbrio, instituiu-se um programa de atirar gatos (de pára-quedas) nos remotos vilarejos de Bornéu. Observe como as conseqüências de determinada ação pode se estender além da espécie alvo.
Problemas para o animal
Seu cachorro não pode ser solto. Não existe mais lugar para o Canis familiaris (espécie do cão) no mundo natural. Mas os animais do tráfico ainda possuem populações que vivem em liberdade e, ainda possuem ambientes nos quais podem viver. Para que sujeitá-los a uma vida em cativeiro?
Qualquer pessoa que possua um cão sabe da alegria que o mesmo expressa ao saber que vai sair para passear. Um animal com milhares de anos de domesticação ainda se sente mais contente livre que dentro de um apartamento ou em uma casa. E um pássaro? Que embora possa voar, será condenado a passar toda sua vida em uma gaiola? Papagaios acorrentados e araras com as asas cortadas, será esta a melhor vida para eles?
Entretanto, o cativeiro não é a única tortura a que são submetidos os animais do tráfico, é simplesmente a última e perpétua pena. Durante a captura os mesmos são feridos, mutilados, além e transportados sem espaço, água ou comida o que culmina na morte de muitos durante o caminho.
A sua simples captura também pode resultar em muito sofrimento. O alçapão armado, a captura, o animal de debate, se joga contra as grades da gaiola, em vão. Ele não mais escapará, não mais será livre. Doravante, a prisão... a gaiola será sua moradia. O vôo será trocado por monótonos pulos de um poleiro a outro, dia a dia - toda a vida. Entretanto, não somente o animal capturado sofrerá; seu filhote continuará no ninho, piando... chamando... esperando, pelo pai, pela mãe, pelo alimento que não mais virá.
A sua simples captura também pode resultar em muito sofrimento. O alçapão armado, a captura, o animal de debate, se joga contra as grades da gaiola, em vão. Ele não mais escapará, não mais será livre. Doravante, a prisão... a gaiola será sua moradia. O vôo será trocado por monótonos pulos de um poleiro a outro, dia a dia - toda a vida. Entretanto, não somente o animal capturado sofrerá; seu filhote continuará no ninho, piando... chamando... esperando, pelo pai, pela mãe, pelo alimento que não mais virá.
Como posso ajudar no combate ao tráfico?
- Não compre animais silvestres sem origem legal;
- Não compre artesanatos que possuam partes de animais silvestres; salvo se o artesanato for certificado como procedente do manejo sustentável;
- Denuncie traficantes;
- Mesmo que fique com pena do animal nas mãos do traficante, não o compre, se o fizer você somente estará incentivando o tráfico;
- Se tiver um animal silvestre não o solte simplesmente, entre em contato com a unidade do IBAMA mais próxima.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Veja 100 fotos que contam o pior desastre natural da história dos EUA
No dia 21 de abril, uma explosão na plataforma petrolífera DeepWater Horizon, no Golfo do México, próxima à costa sul dos Estados Unidos, deixou 11 pessoas desaparecidas. Era só o começo do maior desastre natural da história americana. Controlado o incêndio, foi verificado que havia um vazamento. Foram milhares de barris de petróleo despejados no mar sem parar durante cerca de três meses. O impacto no ecossistema local foi devastador. Com a chamada maré negra se deslocando constantemente, a fauna e a flora da região foram afetadas de uma forma ainda difícil de dimensionar. Em meados de julho o vazamento foi controlado. Começou então a busca pelos responsáveis pelo acidente. Os principais envolvidos são executivos da British Petroleum, empresa responsável pela plataforma.
Aprender a ser ambientalista significa analisar o meio que nos rodeia e cuidá-lo. Possivelmente já tenhamos escutado falar da chuva ácida, dos clorofluorcarbonos e da agricultura orgânica, mas, não sabemos como afetam o meio e como nos afetam?
Responda estas perguntas e descobrirá se você é um bom ambientalista ou não.
1. O que são os clorofluorcarbonos (CFCs)?
a) elementos que se encontram nos aerossóis para o cabelo
b) tipos de guloseimas
c) gases que danificam a camada de ozônio
2. Quais os meios de transporte que lhe conduzem à escola
a) trem ou ônibus
b) automóvel
c) bicicleta ou a pé
3.Como você leva o que compra para casa?
a) sacolas de plástico usadas e velhas
b) sacolas de plástico novas a cada vez
c) uma cesta ou sacola de tecido
4.Na sua casa têm?
a) só um pouco de corrente de ar
b) muita corrente de ar
c) nenhuma corrente de ar
5. Como funciona o automóvel da sua família?
a) a gasolina sem chumbo
b) a gasolina com chumbo
c) você não tem automóvel
6.Quando sai de casa, você apaga as luzes?
a) algumas vezes
b) nunca
c) sempre
7. Que tipo de lixo pode ser reciclado?
a) somente vidro e papel
b) nada
c) todo tipo de vidros, papeis e embalagens
8. Que tipo de pilha você usa?
a) recarregável
b) as mais baratas
c) livres de mercúrio
9. Quando você toma banho
a) põe pouco água na banheira
b) enche a banheira
c) toma uma ducha?
10. Qual destes animais sofre o maior risco de extinção?
a) baleia
b) minhoca
c) elefante africano
Agora some seus pontos.
Para cada resposta c), ganha 10 pontos.
Para cada resposta a), ganha 5 pontos.
Para cada resposta b), recebe 0 pontos.
1. O que são os clorofluorcarbonos (CFCs)?
a) elementos que se encontram nos aerossóis para o cabelo
b) tipos de guloseimas
c) gases que danificam a camada de ozônio
2. Quais os meios de transporte que lhe conduzem à escola
a) trem ou ônibus
b) automóvel
c) bicicleta ou a pé
3.Como você leva o que compra para casa?
a) sacolas de plástico usadas e velhas
b) sacolas de plástico novas a cada vez
c) uma cesta ou sacola de tecido
4.Na sua casa têm?
a) só um pouco de corrente de ar
b) muita corrente de ar
c) nenhuma corrente de ar
5. Como funciona o automóvel da sua família?
a) a gasolina sem chumbo
b) a gasolina com chumbo
c) você não tem automóvel
6.Quando sai de casa, você apaga as luzes?
a) algumas vezes
b) nunca
c) sempre
7. Que tipo de lixo pode ser reciclado?
a) somente vidro e papel
b) nada
c) todo tipo de vidros, papeis e embalagens
8. Que tipo de pilha você usa?
a) recarregável
b) as mais baratas
c) livres de mercúrio
9. Quando você toma banho
a) põe pouco água na banheira
b) enche a banheira
c) toma uma ducha?
10. Qual destes animais sofre o maior risco de extinção?
a) baleia
b) minhoca
c) elefante africano
Agora some seus pontos.
Para cada resposta c), ganha 10 pontos.
Para cada resposta a), ganha 5 pontos.
Para cada resposta b), recebe 0 pontos.
Qual foi o seu resultado?
- De 0 a 19 = O que aconteceu? Nenhum Verde.
Você se preocupa com o meio ambiente e se esforça em cuidá-lo.
- De 20 a 39 = Nenhum Tão Mal.
Deseja ser um ambientalista, porem não sabe como o fazes. Vamos ajudá-lo.
Deseja ser um ambientalista, porem não sabe como o fazes. Vamos ajudá-lo.
- De 40 ou Mais = Muito Bom!!Vamos ajudá-lo para que saiba mais sobre o meio ambiente e sua pontuação melhore.
O Pássaro Cativo
O Pássaro Cativo
Armas, num galho de árvore, o alçapão;
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
A gaiola dourada;
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo:
Porque é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste, sem cantar?
A gaiola dourada;
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo:
Porque é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste, sem cantar?
É que, crença, os pássaros não falam.
Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:
Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:
“Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que a voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores,
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola
De haver perdido aquilo que perdi ...
Prefiro o ninho humilde, construído
De folhas secas, plácido, e escondido
Entre os galhos das árvores amigas ...
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pompas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade:
Não me roubes a minha liberdade ...
Quero voar! voar! ... “
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que a voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores,
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola
De haver perdido aquilo que perdi ...
Prefiro o ninho humilde, construído
De folhas secas, plácido, e escondido
Entre os galhos das árvores amigas ...
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pompas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade:
Não me roubes a minha liberdade ...
Quero voar! voar! ... “
Estas cousas o pássaro diria,
Se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição:
E a tua mão tremendo, lhe abriria
A porta da prisão...
Se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição:
E a tua mão tremendo, lhe abriria
A porta da prisão...
Olavo Bilac
Mercúrio torna aves homossexuais, diz estudo
Contaminação em áreas de pântano faz com que íbis brancos acasalem com aves do mesmo sexo
BBC Brasil | 02/12/2010 10:33
Foto: Getty Images
Mercúrio alterou comportamento dos íbis brancos, fazendo com que perdessem interesse pelas fêmeas
A pesquisa - publicada na revista científica Proceedings of the Royal Society B - tinha o objetivo de descobrir por que as aves se reproduzem menos quando há mercúrio em seus alimentos, mas os resultados surpreenderam até mesmo os cientistas.
"Nós sabíamos que o mercúrio podia reduzir seus níveis de testosterona (hormônio masculino), mas não esperávamos isso", disse Peter Frederick, da Universidade da Flórida, que liderou o estudo. A contaminação por mercúrio - que pode vir da queima de carvão e de lixo, além de minas - é especialmente comum em regiões pantanosas.
Macho com macho
A equipe de pesquisadores alimentou os íbis brancos com comprimidos que continham a mesma concentração de mercúrio encontrada em camarões e lagostins que servem de alimento para as aves em áreas de pântano.
Quanto mais alta a dose de mercúrio nos comprimidos, mais alta era a probabilidade de um íbis macho acasalar com outro macho. De acordo com os cientistas, o estudo prova que o mercúrio pode reduzir drasticamente a reprodução dos pássaros e possivelmente de outros animais.
Ainda não se sabe exatamente como esse mecanismo funciona, mas é sabido que o mercúrio altera os sinais hormonais, o que poderia ter um impacto direto no comportamento sexual mediado por esses hormônios.
Além disso, os machos contaminados com taxas mais altas de mercúrio realizavam menos rituais de acasalamento, o que tornava mais provável que eles fossem "ignorados" pelas fêmeas.
Contaminação
Habitats pantanosos, como o Parque Nacional de Everglades, na Flórida, onde vivem essas aves, são especialmente vulneráveis à contaminação por mercúrio. Bactérias encontradas na lama grossa e com pouco oxigênio alteram quimicamente o mercúrio, criando sua forma mais tóxica: o mercúrio metilado.
Essa substância química atua como uma espécie de impostor biológico, imitando hormônios responsáveis pelos sinais químicos naturais do corpo. Alguns desses sinais são importantes no comportamento sexual.
Eles podem estimular um animal a realizar um ritual de acasalamento ou motivá-lo a copular. "Estamos vendo efeitos muito grandes no comportamento reprodutivo mesmo com baixas concentrações de mercúrio, então nós realmente deveríamos prestar mais atenção nisso", disse Frederick.
Cientistas acreditam que o próximo passo deve ser estudar o comportamento de animais contaminados por mercúrio na natureza.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Caminhada São Luís Sustentável na Av. Litorânea
Caminhada São Luís Sustentável na Av. Litorânea
Dia 5 de dezembro - Domingo
Horário:as 8:00h
Onde: Av. Litorânea - Concentração no Parkinho
Evento:
Ação voluntária - Caminhada pela Vida, pela Praia
Galera do Kamaleao no Trio Elétrico
O Movimento Nossa São Luís e ICE-MA Promovem Ação de Voluntariado
O Movimento Nossa São Luis (MNSL) e o Programa Voluntariar, do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE-MA), irão realizar no dia 05 de dezembro uma ação para sensibilizar a sociedade em favor do espaço público da cidade. Com o tema “São Luís Sustentável: Abrace sua cidade”, as atividades acontecerão das 8h às 12h, na Avenida Litorânea. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a prática de responsabilidade social nas
empresas através do voluntariado corporativo. Aproximadamente 20 empresas locais e 15 organizações sociais estão envolvidas neste evento.
A data é quando se comemora o Dia Internacional do Voluntariado e o lugar escolhido para a atividade de 2010 foi a Av. Litorânea, por ser um ponto turístico da cidade e o ambiente propício para um evento que tem como principal objetivo a conscientização da preservação ambiental de nossas praias. Para Daniel Madorra, coordenador do Observatório Social de São Luís, “este é um evento de valorização do espaço público e participação cidadã através do voluntariado. Onde empresas, cidadãos e voluntários contribuem para a construção de uma cidade melhor”. A coordenadora do Programa Voluntariar, Nazareth Garcêz acredita que “o evento acima de tudo tem um caráter educativo de levantar temas importantes para a sociedade, a proposta é que esta articulação contribua para encontrar formas e soluções coletivas para os desafios que a cidade enfrenta”, afirma.
Eventos como este evidenciam que as empresas estão mais sensíveis ao envolvimento em ações que tenham com objetivo a responsabilidade social. As empresas participarão do Voluntariar e estão com o foco atento ao futuro, pois sabem que se não auxiliarem na construção de uma mentalidade coletiva de preservação, haverá escassez de recursos e de ambientes que garantam o bem estar daqueles que permitem seu desenvolvimento
econômico. Outro fator importante a ser lembrado, é a participação de diversas organizações não-governamentais, da Promotoria de Justiça e da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social. Pela primeira vez, empresas, ONG´s e poder público estão unidos em uma ação onde todos são ao mesmo tempo voluntários e articuladores. Esse é um evento que busca a consciência sustentável de que as ações individuais influenciam na vida em sociedade.
A intenção do Observatório Social de São Luís, é unir forças e mostrar para a população ludovicense que vivemos todos em REDE.
No evento está previsto a abertura com um Aulão de alongamento e logo em seguida haverá a Caminhada Pela Vida, Pela Praia, a concentração será no parquinho da Av. Litorânea, às 8h. Após o início da programação os voluntários se distribuirão em cinco grupos. As ações de dividem em: Saúde em dia, onde serão mobilizados cidadãos comuns com informações sobre práticas que melhorem a qualidade de vida do metabolismo, seja na área do esporte/lazer, quanto na prevenção de doenças de pele ou sexuais. Outra é a Ação Criança protegida, que terá como foco ao combate ao Trabalho Infantil na praia. Informações sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente também serão repassados aos frequentadores da Litorânea.
O terceiro grupo participará da ação praia limpa, com distribuição de sacolas para câmbio de veículos, limpeza da orla, recolhimento do lixo e disponibilização de sacos de lixo nas barracas. O quarto irá compor a ação ambiente legal, possibilitando informações sobre desmatamento e queimadas na orla, reciclagem do lixo, exposição de artesanato com material reutilizado, bem como distribuição de mudas e orientação quanto às espécies de plantio.
Por fim, o quinto ajudará na ação blitz: sou responsável , a qual corresponde à uma série de atividades como distribuição de material das campanhas: “cinto de segurança e cadeirinha” e “se beber não dirija”. Haverá, também, a orientação para a reeducação de pedestres e condutores de veículos. Todas as ações irão ocorrer de forma simultânea. Abrace este movimento, seja sustentável.
Participe!
Dia 5 de dezembro - Domingo
Horário:as 8:00h
Onde: Av. Litorânea - Concentração no Parkinho
Evento:
Ação voluntária - Caminhada pela Vida, pela Praia
Galera do Kamaleao no Trio Elétrico
O Movimento Nossa São Luís e ICE-MA Promovem Ação de Voluntariado
O Movimento Nossa São Luis (MNSL) e o Programa Voluntariar, do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE-MA), irão realizar no dia 05 de dezembro uma ação para sensibilizar a sociedade em favor do espaço público da cidade. Com o tema “São Luís Sustentável: Abrace sua cidade”, as atividades acontecerão das 8h às 12h, na Avenida Litorânea. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a prática de responsabilidade social nas
empresas através do voluntariado corporativo. Aproximadamente 20 empresas locais e 15 organizações sociais estão envolvidas neste evento.
A data é quando se comemora o Dia Internacional do Voluntariado e o lugar escolhido para a atividade de 2010 foi a Av. Litorânea, por ser um ponto turístico da cidade e o ambiente propício para um evento que tem como principal objetivo a conscientização da preservação ambiental de nossas praias. Para Daniel Madorra, coordenador do Observatório Social de São Luís, “este é um evento de valorização do espaço público e participação cidadã através do voluntariado. Onde empresas, cidadãos e voluntários contribuem para a construção de uma cidade melhor”. A coordenadora do Programa Voluntariar, Nazareth Garcêz acredita que “o evento acima de tudo tem um caráter educativo de levantar temas importantes para a sociedade, a proposta é que esta articulação contribua para encontrar formas e soluções coletivas para os desafios que a cidade enfrenta”, afirma.
Eventos como este evidenciam que as empresas estão mais sensíveis ao envolvimento em ações que tenham com objetivo a responsabilidade social. As empresas participarão do Voluntariar e estão com o foco atento ao futuro, pois sabem que se não auxiliarem na construção de uma mentalidade coletiva de preservação, haverá escassez de recursos e de ambientes que garantam o bem estar daqueles que permitem seu desenvolvimento
econômico. Outro fator importante a ser lembrado, é a participação de diversas organizações não-governamentais, da Promotoria de Justiça e da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social. Pela primeira vez, empresas, ONG´s e poder público estão unidos em uma ação onde todos são ao mesmo tempo voluntários e articuladores. Esse é um evento que busca a consciência sustentável de que as ações individuais influenciam na vida em sociedade.
A intenção do Observatório Social de São Luís, é unir forças e mostrar para a população ludovicense que vivemos todos em REDE.
No evento está previsto a abertura com um Aulão de alongamento e logo em seguida haverá a Caminhada Pela Vida, Pela Praia, a concentração será no parquinho da Av. Litorânea, às 8h. Após o início da programação os voluntários se distribuirão em cinco grupos. As ações de dividem em: Saúde em dia, onde serão mobilizados cidadãos comuns com informações sobre práticas que melhorem a qualidade de vida do metabolismo, seja na área do esporte/lazer, quanto na prevenção de doenças de pele ou sexuais. Outra é a Ação Criança protegida, que terá como foco ao combate ao Trabalho Infantil na praia. Informações sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente também serão repassados aos frequentadores da Litorânea.
O terceiro grupo participará da ação praia limpa, com distribuição de sacolas para câmbio de veículos, limpeza da orla, recolhimento do lixo e disponibilização de sacos de lixo nas barracas. O quarto irá compor a ação ambiente legal, possibilitando informações sobre desmatamento e queimadas na orla, reciclagem do lixo, exposição de artesanato com material reutilizado, bem como distribuição de mudas e orientação quanto às espécies de plantio.
Por fim, o quinto ajudará na ação blitz: sou responsável , a qual corresponde à uma série de atividades como distribuição de material das campanhas: “cinto de segurança e cadeirinha” e “se beber não dirija”. Haverá, também, a orientação para a reeducação de pedestres e condutores de veículos. Todas as ações irão ocorrer de forma simultânea. Abrace este movimento, seja sustentável.
Participe!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Ecossistema Manguezal no Brasil e no Mundo
Os manguezais são ecossistemas de grande importância socioambiental, e precisam ser reconhecidos pela sociedade civil, gestores públicos e instituições de ensino e pesquisa como ecossistemas que apresentam também grande valor econômico e cultural. Desta forma, este evento pretende promover a difusão de conhecimentos tradicionais gerados nesses ecossistemas, sua riqueza cultural, sua biodiversidades e seus impactos. Pretende também, promover a educação ambiental, expor a cultura existente das diversas comunidades que vivem no manguezal, promover a mobilização e a integração social, a educação ambiental envolvendo a música, teatro, dança, exposições, competições e apresentações ligadas ao meio ambiente do Manguezal constituindo uma rede “Manguezal do Brasil.”
Palestra com a Bióloga Dra. Flávia Mochel (RJ)-(UFMA)
Sua palestra foi com rimas poéticas sobre os manguezais. Espetacular!
O evento proposto visa sensibilizar a opinião pública nacional em relação aos bens e serviços associados aos ecossistemas manguezais, e importância e conhecimento ancestral dos povos e populações tradicionais que dependem deste ecossistema e vem, historicamente, manejando de maneira sustentável e lutando por sua conservação.
Vergara Filho - ICMBio
Auditótio do Hotel Luzeiros - São Luis - MA
Todos imitando o vai e vem da maré. Demais...
Olhe aí a palafita
crescendo sobre a maré.
O homem que nela habita
caranguejo ou peixe é.
Caranguejo que se irmana
com os bichos dos lamaçais,
na condição desumana
de caminhar para trás,
de voltar à pré-história,
- vergonhosa marcha à ré -
e afogar sua memória
no ir e vir da maré.
Peixe caído na rede
que a vida lançou ao mangue,
para matar fome e sede
de um mundo nutrido em sangue.
Caranguejo ou peixe, o fato
é que o homem posto na lama
não sabe o seu nome exato
e também ninguém o chama,
nem o batiza de novo
com esse sal de maré.
Não se sabe de que povo
nem de que raça ele é,
ali entre vida e morte,
caranguejo ou peixe ou nada
do que seja fraco ou forte
na maré, sua enteada,
mãe segunda que o cativa,
que como filho o adota,
para a solidão nativa
mar sem porto e sem rota.
José Chagas
O quite no ato da inscrição...
Bolsa
Caneca
Bloco e caneta personalizada
Um livro do ICMBio - Conselhos deliberativos em Resex/RDS da Amazônia
SNUC
Biólogos,Oceanógrafos, Engenheiros Ambientais e Turismólogos
Foi lançado o livro da Bióloga:
Flávia Mochel ( DE UM BURACO AO OUTRO-Do Mangue ao Cosmos)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Rendeiras da Rapousa!!
Oiê mulher rendeira...
Oiê mulher rendá...
Tu me ensina a fazer renda...
Eu te ensino a namorar...
Quem visita hoje o município de Raposa bem próximo a São Luis atravessa na rua principal uim conjunto de casas modestas construidas em madeira e que expõem à frente longas toalhas rendadas, tecidas por horas e horas pelas rendeiras que vivem e trabalham nesta vila.
A renda de bilro surgiu na Itália por volta do século 15 e ao longo de anos chegou à França invadindo a corte do Rei Luís XIV e chegando até a corte de Portugal. Com a colonização portuguesa esta arte chegou ao Brasil. Ainda hoje mantém-se viva em diferentes regiões do país, de Norte a Sul, especialmente nas regiões onde a influência portuguesa se faz mais forte como em Santa Catarina, por conta dos açorianos, ou mesmo no distante Maranhão, um de nossos estados que teve uma peculiar forma organização colonial muito ligada culturalmente à metrópole.
Dona Maria José é uma destas rendeiras. Aprendeu com a mãe o ofício e com ele tece com os dedos e os bilros o sustendo da família. Orgulha-se ao mostrar o seu trabalho, chama a atenção para os detalhes e o fino acabamento, mostra com satisfação cartões postais enviados por turistas europeus e brasilieiros que passaram por seu ateliê e encantaram-se com suas rendas. Dona Maria José Bruno tem a sua "Casa das Rêndas" na avenida Principal de Raposa, número 152.
Palha do Buriti Vira Fonte de Renda
Maranhenses, no Maranhão, que Antônio Carlos da Silva extrai a palha de buriti, matéria-prima para fabricar bolsas, sandálias e chapéus personalizados. O nordestino, que adotou Goiânia como base para seus negócios, vislumbrou no produto natural de sua região uma oportunidade de aumentar a sua renda.
‘Comecei revendendo chapéus de palha de buriti. Mas, como a procura pelo produto era grande, principalmente em lojas especializadas em moda praia, pensei em desenvolver outros produtos com a palha. Resolvi, então, criar acessórios que acompanham o chapéu, como sandálias e bolsas. E deu certo’, revela Antônio, que hoje tem clientes em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Eventos de Biologia: Curso online: Conservação da Biodiversidade: "Apresentação: São abordados no curso a ecologia de populações e comunidades; diversidade biológica, áreas prioritárias para a conservação..."
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
A história das coisas
História das Coisas
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.
História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Áreas de mangues estão sendo soterradas por lixo
SÃO LUÍS - A falta de conscientização ambiental está colocando em risco as áreas de mangue em São Luís. Em alguns pontos da ilha, os manguezais estão sendo soterrados por lixo e entulho.
A Secretaria Municipal de Obras e Serviços públicos informou que, conforme determina a legislação ambiental, só pode fazer a limpeza dos mangues até um metro e meio dentro das áreas.
A Secretaria Municipal de Obras e Serviços públicos informou que, conforme determina a legislação ambiental, só pode fazer a limpeza dos mangues até um metro e meio dentro das áreas.
domingo, 14 de novembro de 2010
São Luís corre risco de desastre ambiental.
22 de outubro de 2010 às 14:28
Central de Notícias
Deputado fez um alerta para o perigo de desastre ambiental que os tanques de lixo tóxico da Alumar podem causar a São Luís. Segundo ele, a fábrica mantém quatro tanques de 50 hectares (equivalente a 50 campos de futebol) com um líquido alcalino, semelhante ao que causou o desastre ambiental de grandes proporções no Rio Danúbio, na Hungria.
"Se isso acontecer aqui (os tanques romperem e o lixo se espalhar), a ilha vai virar um lamaçal e todos os rios e mares vão ser contaminados. Todas as águas, o subsolo... Nós vamos pagar aqui água mais caro que gasolina", declarou.
As paredes dos tanques são feitos com camadas de concreto e camadas de plásticos, além dos filtros que seriam para despoluir a água. "O resíduo deste filtro está indo direto para o lençol freático da ilha. Eles consomem 360 mil litros de água por hora sem pagar um centavo".
"Agora o desastre ambiental está acontecendo longe daqui, mas o nosso problema está dentro de casa. Nós moramos numa ilha. Se um tanque daquele vier a rebentar, pode ter certeza, aqui vão morrer milhares de pessoas", afirmou.
O parlamentar em questão lembrou que propôs uma CPI (Comissão Paramentar de Inquérito) para investigar a Alumar, que chegou a colher 25 assinaturas, mas 12 foram retiradas antes que a comissão pudesse ser implantada. "Vim aqui a esta tribuna, falei, bati e não tive ajuda". Hoje ele propôs a formação de uma comissão de deputados e técnicos para ir até a Alcoa para ver de perto os tanques e pediu que a Comissão de Meio Ambiente realize uma audiência pública sobre o tema.
Mais informções na Agência Assembleia.
Na foto google, lagoas de decantação com a lama vermelha da fantástica fábrica de alumínio instalada na Ilha de São Luís-Ma, à beira do Atlântico.
"Há alguns anos essas mesmas áreas eram usadas para plantação ativa de legumes e ervas, através de uma comunidade japonesa, praticamente expurgada da localidade Maracanã por indenizações discutíveis. Em razão disso minha cidade vive à procura de fornecedores de frutas, legumes e ervas, batendo na porta de piauienses e cearenses para ter os produtos à mesa", dizia o professor Nascimento Moraes Filho, ecologista ludovicense, já falecido.
ANIMAIS DA ÁFRICA
"Há alguns anos essas mesmas áreas eram usadas para plantação ativa de legumes e ervas, através de uma comunidade japonesa, praticamente expurgada da localidade Maracanã por indenizações discutíveis. Em razão disso minha cidade vive à procura de fornecedores de frutas, legumes e ervas, batendo na porta de piauienses e cearenses para ter os produtos à mesa", dizia o professor Nascimento Moraes Filho, ecologista ludovicense, já falecido.
ANIMAIS DA ÁFRICA
Um cantinho para apreciar os animais com as fotos mais belas e famosas do mundo. Afinal foi tirada, nada mais nada menos que por:
NICK BRANDT
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