sexta-feira, 15 de abril de 2011
Novidades sustentáveis no nosso dia a dia
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Massacre contra crianças inocentes- Psicopatas: Download gratis de Livros de utilidade pública
O livro nos mostra como podemos identificar pessoas que irão nos causar sofrimentos. Nos mostra também algumas regrinhas de como nos proteger desse tipo de pessoa. Observem algumas delas:
-Questione a autoridade: confie sempre nos seus instintos, principalmente quando todos já tiverem parado de questionar.
- Desconfie da bajulação: quase sempre se trata de uma tentativa de manipulação.
- Cuidado com a tendência a sentir pena: os sociopatas adoram despertar a piedade dos outros e tiram proveito desse sentimento.
- Não tente recuperar os irrecuperáveis: dedique-se apenas às pessoas que realmente querem - e merecem - ser ajudadas.
Leiam a sinopse e conheçam mais sobre esse livro:
Sinopse:
"Este livro deve ser lido como uma vacina. Com casos clínicos claros, ele nos ensina a identificar as pessoas que podem nos causar muito sofrimento. E a única arma para lidar com um psicopata é o conhecimento."- Fátima Vasconcellos, presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro e especialista em Psiquiatria Forense pela Associação Brasileira de Psiquiatria
Você conhece algum psicopata? Pense bem antes de responder que não. Quando ouvimos essa palavra, logo pensamos em criminosos violentos, serial killers, como vemos na TV e no cinema. Mas a verdade é que nem todos eles são assim.
Psicopatia é o termo mais popular para nos referirmos à sociopatia, distúrbio que se caracteriza pela falta de consciência e que é bem mais comum do que imaginamos, atingindo uma em cada 25 pessoas.
Entre seus principais "sintomas" estão: incapacidade de adequação às normas sociais; falta de sinceridade e tendência à manipulação; impulsividade; irresponsabilidade persistente e ausência de remorso.
Para atingir seus objetivos, o psicopata é capaz de mentir, roubar, manipular e até matar sem sentir culpa alguma. Talvez seja um marido agressivo, um pai que maltrata os filhos ou um chefe que humilha os funcionários.
Embora saibam o que é certo ou errado, os sociopatas simplesmente não se importam com isso. Conhecem as regras da sociedade e entendem como nós, pessoas com consciência, agimos e pensamos - e lançam mão disso para nos manipular e circular despercebidos em nosso meio.
Com anos de experiência no atendimento a vítimas de psicopatas, a Dra. Martha Stout traça um retrato preciso desses indivíduos, explica como identificá-los e ensina 13 regras para nos defendermos da ameaça que eles representam.
Lançado em 2005 nos Estados Unidos e publicado em vários países, Meu vizinho é um psicopata se tornou uma referência sobre o assunto e ganhou o prêmio Books for a Better Life (Livros para uma vida melhor) daquele mesmo ano por sua significativa contribuição à sociedade.
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Imagine um mundo em que uma em cada 25 pessoas seja um psicopata: não sinta compaixão, empatia ou amor, não tenha nenhum vestígio de emoção e seja capaz de enganar, manipular, roubar e até matar para atingir seus objetivos.
Se você acha que essa é a descrição de um assustador suspense psicológico, está completamente enganada - trata-se da nossa realidade. Apesar de a psicopatia ser mais comum do que se imagina, a maioria das pessoas não sabe nada sobre esse distúrbio e é incapaz de reconhecer os psicopatas não violentos que nos cercam.
Um profissional ambicioso, que passa por cima de todos para conquistar o sucesso, um executivo que maquia o balanço da empresa e inventa mentiras sobre os colegas, ou alguém que vive às custas dos outros - todos eles têm algo em comum: não possuem consciência, a característica mais fundamental dos seres humanos.
Em Meu vizinho é um psicopata, a Dra. Martha Stout explica de forma simples e direta o que é esse transtorno quase inimaginável para a maioria das pessoas e nos ensina a identificar esses indivíduos maléficos, que podem estar onde menos se imagina.Ficha Técnica:
Meu Vizinho é um psicopata
Autor: Martha Stout
ISBN: 9788575425510
Editora: Sextante
Paginas: 256
Acabamento: Brochura
Tamanho: 14 x 21
É assunto de extrema importância nos dias de hoje, depois da chacina que tivemos no Rio de Janeiro (Brasil), saiba se seu vizinho é um psicopata.
DOWNLOAD GRATIS DO LIVRO AQUI:
Descrição:
Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem. "Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem". Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade. Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.
VEJA OS VÍDEOS:
VEJA OS VÍDEOS:
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Poluição sonora também mata
Estudo europeu sugere novas leis
Barulhos de tráfego causam um milhão de anos de perdas de vidas saudáveis na União Européia e na Noruega, devido a doenças, incapacidade e mortes prematuras, revela um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). É uma magnitude apenas comparada à da poluição do ar, diz o estudo.
"A poluição sonora não é apenas um incômodo ambiental. Ela também é uma ameaça à saúde pública", diz Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa. "Esperamos que estas novas evidências levem governos e autoridades locais a introduzir novas política de controle de ruídos, protegendo a saúde dos europeus deste mal crescente". Uma em cada cinco pessoas experimentam perturbações durante o dia, e uma em cada cinco tem o sono perturbado por causa de barulho de estradas, ruas, trens e aeroportos. Isto aumenta o risco de doenças cardiovasculares e pressão alta, capacidade de atenção e tinitus, informa o Environmental News Service.
A OMS diz que são necessárias melhor vigilância e coleta de dados para o sudoeste da Europa e Ásia Central, onde a falta de informações inibe estimativas da extensão dos danos à saúde. Espera-se que em julho a Comissão Européia divulgue uma proposta, para atualização de uma diretiva que cobre o nível permissível de som e de escapamentos de veículos - estabelecida pela primeira vez em 1970. "Esta nova avalição é uma evidência da contribuição da OMS para as políticas da União Européia", diz Rokho Kim, cientista especializado em ruído e saúde do escritório regional da OMS para a Europa.
O Escritório Ambiental Europeu, uma coalizão que engloba mais de 140 grupos em 31 países, quer que o estudo da OMS ajude a fortalecer a lei anti-ruído. "Este estudo deveria ter sido feito há muito tempo, e seus resultados mostram que não há desculpas para o não estabelecimento de uma lei de ruído ambiental mais ambiciosa", segundo Louise Duprez, da organização. De acordo com o estudo da OMS, 1.8% dos ataques de coração em países europeus de alta renda são atribuído a ruídos de mais de 60 decibéis.
Fonte: Planeta Urgênte
segunda-feira, 28 de março de 2011
Inspiração na FAUNA - inverno 2012
ESPERO QUE SEJA ECOLOGICAMENTE CORRETO!
Fonte: ModaSpot.com.
Panteras, cachorros, falcão: animais invadem o inverno 2012
28 de março de 2011, 10H16
Estampas de animais são uma constante nas coleções. Seja nas temporadas internacionais ou nacionais, inverno ou verão, lá estão as pintinhas das onças, as listras das zebras e as manchas das cobras espalhadas pelas mais diversas peças. Para o inverno 2012, os estilistas voltaram a buscar inspiração na fauna, mas, desta vez, de forma muito mais literal. Dos dálmatas da Unique, passando pelas panteras que deram um tom selvagem à coleção da Givenchy, até um falcão verdadeiro na passarela da Hermés, as semanas de moda internacionais transformaram-se em um zoológico fashion. Confira:Fonte: ModaSpot.com.
sábado, 26 de março de 2011
A HORA DO PLANETA às 20:30
Da Agência Ambiente Energia - O evento Hora do Planeta vai acontecer neste sábado, dia 26 de março. A iniciativa promove uma mobilização em várias cidades do mundo para que sejam apagadas as luzes, durante uma hora, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o processo do aquecimento global. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, vai participar do evento na Praça em frente aos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, entre 19h e 22h.
A Hora do Planeta é uma ação global da rede WWF. Governos, empresas e comunidades são convidados a mostrar seu apoio à causa do combate ao aquecimento do planeta. A primeira edição foi realizada em 2007 na Austrália, e 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2010, o movimento atingiu 4,2 mil cidades em 125 países. E alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como a Torre Eiffel, o Cristo Redentor, as pirâmides do Egito e a Acrópole de Atenas ficaram no escuro por sessenta minutos.
domingo, 20 de março de 2011
Fóssil do maior dinossauro carnívoro encontado no MARANHÃO
Fóssil de dinossauro carnívoro encontrado no Maranhão é o 2º maior do mundo
O bicho viveu há 90 milhões de anos, na Ilha do Cajual, no Maranhão. De acordo com pesquisadores, é uma espécie muito parecida com outras já descritas na África.
Pesquisadores brasileiros apresentaram o fóssil do maior dinossauro carnívoro que habitou parte do nosso território. O bicho viveu há 90 milhões de anos, na Ilha do Cajual, no Maranhão. Foram apresentados vestígios da cabeça e da dentição. Estima-se que o dinossauro pesava de 5 a 7 toneladas e que tinha 12 metros de comprimento. Segundo os pesquisadores, é uma espécie muito parecida com outras já descritas na África.No Maranhão:
Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis
Cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), anunciaram ontem, [16/03], no lançamento da publicação Anais da Academia Brasileira de Ciências, a descoberta de um dinossauro gigante, a que se deu o nome de Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis. Este é o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Viveu no nordeste brasileiro, mais especificamente, no Ilha de Cajual (MA), onde foi encontrado.O Oxalaia quilombensis – cujo nome homenageia Oxalá, divindade masculina mais respeitada na religião africana e também os quilombos, povoações que construídas por escravos fugidos que existiam na ilha — media de 12 a 14 metros de comprimento, pesava entre 5 e 7 toneladas e viveu há cerca de 95 milhões de anos.
Essa descoberta foi a estrela da apresentação, onde os pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostraram que ao encontrarem os vestígios do pré-maxilar, com sete dentes, e da narina do dinossauro, constataram que o réptil tinha mais semelhanças com outros dinossauros encontrados na costa da África do que com os descobertos até hoje em terras brasileiras, tais como os répteis da Bacia do Araripe. Verificaram também que o Oxalaia quilombensis, quando comparado a dinossauros da mesma espécie, mas encontrados na costa africana, tem dimensões significativamente maiores do que seus pares da África. A familiaridade entre esse dinossauro e os encontrados na África nos lembra que há 115 milhões de anos as terras da América do Sul e da África ainda eram unidas, permitindo a livre migração de um lado ao outro de fauna e de flora (atrvés de sementes), pois o Oceano Atlântico ainda não separava os dois modernos continentes.
Uma das características dos Espinossaurídeos são dentes mais finos e mais fracos do que os encontrados em outros dinossauros carnívoros. Essas características levou cientistas a pensarem, por muito tempo, que esses dinossauros se alimentassem de peixes. Mas há pouco tempo foi descoberta uma mordida de um Espinossaurídeo na vértebra do pescoço de um pterossauro. Isso mudou tudo e hoje então sabemos que eles tinham uma dieta mais variada, pois podia se alimentar de répteis. Os Espinossaurídeos reinavam absolutos como maiores carnívoros do país. Fora eles, não há qualquer outra espécie que ostente mais de 8 metros de comprimento no Brasil.
Fonte: www.globo.com
sábado, 19 de março de 2011
WIKI AVES- A enciclopédia das AVES!!!

Um site de conteúdo interativo, direcionado à comunidade brasileira de observadores de aves, com o objetivo de apoiar, divulgar e promover a atividade de observação de aves, fornecendo gratuitamente ferramentas avançadas para controle de fotos, sons, textos, identificação de espécies, comunicação entre observadores, entre outras (WIKIAVES-Texto de abertura).
http://www.wikiaves.com.br/Verdades e Mentiras sobre o Código Florestal
MENTIRA 1 - O Código Florestal foi elaborado apenas por ambientalistas lunáticos que não têm noção da realidade ou preocupação com a agricultura brasileira.
VERDADE: Tanto o Código Florestal de 1934 como o de 1965 foram elaborados pelo Ministério da Agricultura e não por ambientalistas, como se quer fazer crer. Contou com técnicos e representantes do setor rural, os quais, acertadamente, à época, propuseram regras mínimas para o uso e a proteção dos recursos florestais. Para ilustrar esse fato, veja trechos da exposição de motivos da lei atual, assinada pelo Ministro da Agricultura Armando Monteiro Filho, em 1962:
Há um clamor nacional contra o descaso em que se encontra o problema florestal no Brasil, gerando calamidades cada vez mais graves e mais nocivas à economia do país. (…) Urge, pois, a elaboração de uma lei objetiva, fácil de ser entendida e mais fácil ainda de ser aplicada, capaz de mobilizar a opinião pública nacional para encarar corretamente o tratamento da floresta.
...
Assim como certas matas seguram pedras que ameaçam rolar, outras protegem fontes que poderiam secar, outras conservam o calado de um rio que poderia deixar de ser navegável etc. São restrições impostas pela própria natureza ao uso da terra, ditadas pelo bem-estar social.
...
A lei que considera de preservação permanente as matas nas margens de um rio está apenas dizendo, mutatis mutandi, que um pantanal não é terreno adequado para plantar café. Com esse entendimento foi elaborado o Anteprojeto, eliminando a controvérsia sobre esta matéria que o Código atual suscita e que tantas dificuldades tem criado para exigir-se a permanência das florestas necessárias.
O dilema é este: ou impõe-se a todos os donos de terras defenderem à sua custa a produtividade do solo, contra a erosão terrível e crescente, ou cruzam-se os braços, ante a incapacidade, pela pobreza do Poder Público, na maioria dos Estados do Brasil, para deter a transformação do País num deserto, em que as estações se alternem entre inundações e secas, devoradoras de todo o esforço humano”
MENTIRA 2 – O Código Florestal (Lei nº 4.771/65) está ultrapassado e não tem base científica.
VERDADE: Todas as pesquisas feitas na área de biologia, ecologia, hidrologia, pedologia, metereologia e outras tantas áreas do conhecimento só confirmaram, nos últimos 30 anos, a importância de manutenção de florestas para se manter as fontes de água, o controle das chuvas, evitar as erosões dos morros e as enchentes catastróficas.
Também, basta uma simples pesquisa no arcabouço legal brasileiro que trata do tema para verificar que o texto original, datado de 1965, já foi atualizado diversas vezes e pelos mais diversos instrumentos. Conforme listamos a seguir:
- Lei nº 11.934, de 2009
- Lei nº 11.428, de 2006
- Lei nº 11.284, de 2006
- Lei nº 9.985, de 2000
- Medida Provisória 2166-67, que vigora desde 1996 até a presente data
- Lei nº 7.803 de 1989
- Lei nº 5.870, de 1973
- Foram revogadas as Leis nº 6.535 de 1978 e 7.511 de 1986.
MENTIRA 3 - O percentual estipulado de 80% para a averbação da Reserva Legal na Amazônia Brasileira dificulta a expansão da fronteira agrícola e a atividade econômica.
VERDADE: O percentual estipulado de 80% está associado, principalmente, à necessidade de se proteger a biodiversidade de cada ecossistema e, no caso específico, o da Amazônia. Hoje, a região tem cerca de 170 milhões de hectares de áreas degradadas – resultado do desmatamento e uso intensivo da floresta promovido pela expansão agropecuária e o plantio de pastagens. Tais áreas, respeitados os princípios e comandos do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), são mais que suficientes para produção agropecuária na região, incluindo a produção de biocombustíveis.
Ocorre, porém que, por falta de incentivos à recuperação destas áreas degradadas, hoje é muito mais rentável abrir novas áreas, com o aproveitamento inicial da madeira, de forma clandestina na maioria esmagadora das vezes, além do uso do solo a posteriori.
Pelo código vigente, hoje, pode-se desenvolver atividades econômicas no interior das Reservas Legais, na forma de manejo florestal sustentável. Ou seja, ao contrário do que dizem os inimigos do meio ambiente, o proprietário que cumprir a legislação e manter a sua Reserva Legal, não estará, necessariamente, diminuindo a renda da sua propriedade, pois pode explorá-la, em termos sustentáveis – que é algo moderno e pode gerar mais renda para ele.
MENTIRA 4 - O percentual estipulado de 80% para a averbação da Reserva Legal na Amazônia Brasileira torna praticamente impossível a recomposição da área.
VERDADE: A recomposição da Reserva Legal nunca foi empecilho para o desenvolvimento das atividades econômicas na propriedade rural. No que diz respeito à recomposição em si, deve-se enfatizar que ela vem sendo facilitada, em todos os aspectos, desde a edição da Lei da Política Agrícola Lei Nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991. Ela estabelece permissão para recomposição em até 30 anos e a possibilidade de promover a compensação em outras áreas, desde que na mesma bacia hidrográfica e com a adoção de formatos especiais, como no caso de assentamentos rurais (reserva legal em condomínios).
É importante registrar também que o CF dá incentivos para a recomposição dessas áreas, ao isentar seus proprietários do pagamento de tributos e do Imposto Territorial Rural – ITR. Essa isenção é também estendida para as áreas de preservação permanente e outras áreas consideradas de interesse ecológico para proteção de ecossistemas, assim reconhecidas por ato do Poder Público.
A bem da verdade, desde 1996, a Medida Provisória 1.511 já exigia o percentual de 80% para a Reserva Legal, para as áreas com fitofisionomia florestal. Este entendimento foi reforçado em 2001, por meio da Medida Provisória nº 2.166 e ampliado agora com a necessidade de se promover a recomposição das áreas anteriormente desmatadas.
Se é assim, por que só agora se diz que a recomposição da Reserva Legal não é factível do ponto de vista técnico e que isto é um fator de desestabilidade econômica das propriedades rurais? A resposta, certamente, não está nos argumentos pretensamente nacionalistas ou científicos apresentados pelos ruralistas.
A intenção não declarada é: 1) fugir das punições estipuladas pelo instrumentos normativos do Estado brasileiro, a exemplo da Resolução nº 3.595, de 31 de julho de 2008, do Banco Central do Brasil, que dispõe sobre a recomposição da Reserva Legal e das Áreas de Preservação Permanente; 2) regularizar a propriedade para assim ter acesso a financiamentos e outras benesses governamentais, incluindo, como fazem todos os anos, o perdão de suas dívidas – o famoso calote oficial.
Sem querer, os ruralistas fizeram aparecer o restante do iceberg instalado na Amazônia. A discussão sobre o Código já mostrou que é clara a fragilidade dos órgãos ambientais responsáveis pelo controle, monitoramento e fiscalização na região, uma vez que, em termos legais, desde 1996 já estava vigente o percentual de 80%.
MENTIRA 5 – Necessidade de que os próprios estados possam definir os seus percentuais de reserva legal, considerando a imensidão do território brasileiro.
VERDADE: Os diferentes percentuais estabelecidos no Código Florestal para a reserva legal atendem necessariamente ao comando constitucional fixado no art. 24 da nossa Carta Magna, que determina que é competência da União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição.
No entanto, está fixado também neste mesmo comando constitucional que, no âmbito da legislação concorrente, que é o caso, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
Ou seja, tais percentuais só podem ser estabelecidos exclusivamente pela União, eis que caracterizado a predominância de interesses segundo o qual à União serão conferidas questões de predominante interesse geral, nacional, prevalecendo-se assim o princípio federativo, tal qual como ocorre em outros setores da economia.
Por outro lado, o mesmo Código Florestal atual reserva aos estados, a possibilidade de reduzir, para fins de recomposição, esses percentuais fixados pela União, desde que isso seja indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE e pelo Zoneamento Agrícola.
Além disso, o Código Florestal permite também que podem ser admitidas, para o computo da reserva legal, as áreas de vegetação nativa existentes nas áreas de preservação permanente, desde que isso não implique em conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo.
MENTIRA 6 - As dificuldades impostas pelo atual Código Florestal podem levar ao desabastecimento alimentar do país.
VERDADE: As questões que afligem os ruralistas são de ordem formal e fiscal. Eles apenas querem continuar com as mesmas práticas agrícolas do passado que resultaram em devastação de todos os biomas nacionais. Graças a essas práticas agrícolas, como foi visto, milhões de hectares que poderiam gerar alimentos hoje não se prestam a isso. Também querem se livrar das multas e outras punições que receberam por não cumprir a lei – isto é, querem anistia pelos crimes cometidos com o patrimônio natural da nação.
A eventual queda na produção de grãos, não significaria desabastecimento do mercado interno. A maior parte da produção nacional de grãos, um total de 143 milhões de toneladas, é destinada ao mercado externo (a soja representa 43 milhões de toneladas). E metade dessa produção segue para alimentar os porcos e bois lá fora. O que nós devemos considerar, sejamos brasileiros, amazônidas, comunistas, capitalistas, ambientalistas ou não, é que o meio ambiente, um patrimônio de todos, está sendo transformado em matéria prima para ração animal no primeiro mundo. Aqui os ruralistas deixam a devastação, um passivo ambiental que, para eles, isso não merece punição, devendo a lei ser ajustada para permitir a continuidade do processo.
MENTIRA 7 - O Código, tal como está, prejudica o desenvolvimento da agricultura familiar.
VERDADE: As cautelas impostas pelo Código Florestal no trato da área rural protegem, não só o pequeno agricultor, mas todos aqueles que querem produzir de uma forma sustentável, garantindo a possibilidade de utilização destes recursos naturais pelas gerações futuras. Se não existisse o Código a devastação chegaria à escala de catástrofe. Considerem-se ainda os aspectos sociais reconhecidos no próprio Código, que prevê tratamento diferenciado para o pequeno produtor.
Neste contexto, em pequenas propriedades ou posses rurais familiares, de acordo com o texto vigente do Código Florestal, pode-se computar os plantios de árvores frutíferas ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas, cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com espécies nativas, para fins do cumprimento da manutenção ou compensação da área de reserva legal.
MENTIRA 8 - O Código é impossível de ser cumprido.
VERDADE: Apenas recentemente a lei passou a ser aplicada de verdade e portanto não é possível dizer que ela é incumprível apenas porque há um grande número de imóveis que não a cumprem. Com apoio público, conscientização e o desenvolvimento de tecnologias apropriadas é perfeitamente possível proteger ou recuperar as florestas sem afetar a produção agropecuária.
MENTIRA 9 - A defesa das cautelas ambientais materializadas no atual Código Florestal estão a serviço de interesses internacionais.
VERDADE: Os ruralistas estão tentando confundir a opinião pública, dando a entender que os países ricos estão querendo a Amazônia e para isso estão usando as ONGs ambientalistas. Esta espécie de terrorismo, felizmente, só convence os seus pares.
Primeiro que o CF não se aplica apenas ou principalmente à Amazônia. Ele é importante para todas as regiões do país, indistintamente, pois em todos os lugares é necessário manter a oferta de serviços ambientais. Portanto, é de interesse dos brasileiros – e de ninguém mais – manter as fontes de água necessárias ao abastecimento das cidades, ou evitar a perda de solos por erosão, coisas que o CF tenta fazer.
Em segundo lugar, as ONGs não são, como alegam, “braços dos interesses internacionais”. A grande parte das pessoas e organizações que saem na defesa das florestas e dos rios brasileiros é brasileira. Aliadas a elas estão algumas organizações que, embora tenham escritórios em várias partes do mundo (como o Greenpeace, o WWF-Brasil e outros), são formadas por brasileiros e, mesmo que não o fossem, defendem interesses que são totalmente legítimos, pois são os interesses da sociedade brasileira.
Os ruralistas, que só querem aumentar seus lucros explorando irresponsavelmente os recursos naturais, se escondem atrás de um discurso nacionalista para que a sociedade não perceba que se trata mesmo de um interesse corporativo. A grande maioria dos agricultores, sobretudo os pequenos, sabem que não há chance de sobrevivência sem equilíbrio ambiental e que não há equilíbrio sem manutenção das florestas. Trata-se, portanto, de um falso discurso patriótico o sustentado pelos ruralistas. Como disse Samuel Johnson, pensador inglês do século XVIII: “o nacionalismo é o último refúgio dos canalhas”.
Fonte: http://www.sosflorestas.com.b
ASSISTA O VÍDEO:
Dia Internacional das Florestas
Tem início no dia 21 de março de 2011 o Projeto Plante Árvore Sobre Rodas
O aquecimento global, responsável diretamente pelas mudanças climáticas e por desastres
ambientais incontroláveis, traz à tona a urgência de todos brasileiros se mobilizarem para a
preservação dos recursos essenciais à vida.
Para o Ano Internacional das Florestas, Wiliam Aquino, diretor do Instituto Brasileiro de
Florestas – IBF – vai percorrer do Chuí (RS) ao Oiapoque (AP) plantando 1 árvore selecionada
de acordo com a cidade/local visitada.
O projeto Plante Árvore sobre Rodas, idealizado pelo Instituto Brasileiro de Florestas – IBF – é
uma oportunidade para que todos possam colaborar de uma maneira efetiva. Essa mobilização
nacional irá unir meio ambiente, esporte e responsabilidade social.
Serão sete mil quilômetros a percorrer de bicicleta, do Chuí (RS) ao Oiapoque (AP) e
aproximadamente, cem cidades a visitar, mobilizando prefeituras, escolas, empresas,
associações e toda a comunidade em geral.
No dia 21 de março de 2011 às 15h., na praça em frente a Catedral de Londrina haverá a
comemoração da partida de Wiliam Aquino ao Chuí, por meio do plantio de árvores nativas no
local. Todos estão convidados a participar.
A viagem que terá início no dia 23 de março de 2011, na cidade do Chuí (extremo sul do
Brasil) envolverá duas ações principais: o plantio de árvores nativas para o reflorestamento
(com a meta de plantio de 200 milhões de árvores) e a locomoção por meio de um veículo
ecologicamente correto, a bicicleta, promovendo assim a conscientização para a redução de
CO2 lançado pelos veículos.
Para informações adicionais entre em contato:
(43)3324-7551
sexta-feira, 11 de março de 2011
A CRIAÇÃO GEME EM DORES DE PARTO - Fraternidade e a Vida no Planeta
Campanha da Fraternidade 2011
Este ano a Campanha da Fraternidade nos leva a refletir sobre o TEMA: "Fraternidade e a vida no Planeta" e o LEMA: "A criação geme em dores de parto" (Rm 8,22).''
Como podemos perceber pelo tema e pelo lema, ela nos convida a rever nosso modo de pensar e de agir em relação a natureza, obra de Deus. A humanidade, com a exploração, a depredação e a ânsia do lucro, acaba transformando o cosmos em caos.
(Sheila Marques)
FRATERNIDADE E A VIDA NO PLANETA
Hino da CF 2011
Tema: Fraternidade e a vida no planeta
Lema: A criação geme em dores de parto (Rm 8,22)
Lema: A criação geme em dores de parto (Rm 8,22)
L.: Pe. José Antônio de Oliveira
M.: Casimiro Nogueira
M.: Casimiro Nogueira
1. Olha, meu povo, este planeta terra:
Das criaturas todas, a mais linda!
Eu a plasmei com todo amor materno,
Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)
Nossa mãe terra, Senhor,
Geme de dor noite e dia.
Será de parto essa dor?
Ou simplesmente agonia?!
Vai depender só de nós!
Vai depender só de nós!
Geme de dor noite e dia.
Será de parto essa dor?
Ou simplesmente agonia?!
Vai depender só de nós!
Vai depender só de nós!
2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.
3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos...
Que a fome mata e a miséria humilha.
Eu sonho ver um mundo mais humano,
Sem tanto lucro e muito mais partilha!
4. Olha as florestas: pulmão verde e forte!
Sente esse ar que te entreguei tão puro...
Agora, gases disseminam morte;
O aquecimento queima o teu futuro.
5. Contempla os rios que agonizam tristes.
Não te incomoda poluir assim?!
Vê: tanta espécie já não mais existe!
Por mais cuidado implora esse jardim!
6. A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13)
De dores geme toda a criação. (Rm 8,22)
Transforma em Páscoa as dores dessa espera,
Quero essa terra em plena gestação!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Poluição do Rio Hudson em Nova York, causou mutações em peixes!
A maioria das pessoas pensa que a evolução acontece ao longo de centenas ou milhares de anos. Mas algumas décadas foram suficientes para que o Microgadus tomcod, tipo de peixe encontrado no Atlântico Norte, sofresse mutação em resposta a um ambiente de poluição extrema.
Entre as décadas de 1940 e 1970, duas fábricas de uma multinacional norte-americana jogaram farta quantidade de bifenilas policloradas (PCB) no rio Hudson, em Nova York. Os compostos, que possuem alta toxicidade, se acumularam no peixe local Microgadus tomcod, da família do bacalhau. Entretanto, a espécie não desapareceu da região afetada, como era de se esperar. Pelo contrário, ela se proliferou e hoje é encontrada em grandes populações.
Segundo estudo publicado no site da revista Science, o excesso de PCB induziu a um tipo de mutação que fez com que o peixe evoluísse, com o propósito de se tornar mais resistente à quantidade de toxinas presente na água.
O fato é inédito em populações de vertebrados, como informa Isaac Wirgin, do Departamento de Medicina Ambiental da Escola de Medicina da Universidade de Nova York. Tal resposta só era conhecida em insetos e bactérias, que podem resistir a pesticidas e antibióticos, respectivamente.
Embora o peixe tenha superado a poluição no rio, o resultado não é positivo para seus predadores, incluindo o homem. Isso porque o animal ainda acumula o PCB em seu organismo, representando um perigo para quem se alimenta dele. No organismo humano, elevadas concentrações do composto podem originar irritações cutâneas e danos no fígado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o PCB altamente cancerígeno.
Transformando jornais velhos e listas telefônicas em bancos
O criativo francês e designer de produto Oscar Lhermitte conseguiu transformar pilhas de jornais velhos e listas telefônicas que recebemos em casa em objetos úteis ao nosso dia-a-dia.
O desafio era a reciclagem de um produto usando como matéria-prima apenas o papel para projetar um mobiliário sem utilizar nenhum parafuso, cola ou solda.
Oscar projetou bancos usando como base apenas três barras de metal paralelas e papel de jornal dobrado e empilhado. Embora pareça frágil, os bancos podem aguentar várias pessoas.
O incrível é que com todo o projeto e com a reutilização dos jornais, o designer gastou apenas 5 libras e um tanto de tempo para juntar os 423 jornais. Com os bancos de papeis reaproveitados e criatividade, Oscar ganhou o segundo prêmio do concurso do Metro Re-Criar.
Com o mesmo objetivo de reutilizar os mateiais gratuitos que chegam em casa, Oscar transformou as listas telefônicas em objetos super bacanas que podem ser utilizados de diversas maneiras, ou como suporte para outros materiais.
Os rolos feitos com as páginas amarelas presas, podem servir como porta-cartões ou lembretes e até como criativos porta-retratos. O mais legal, é que o projeto que Oscar desenvolveu usando as listas telefônicas, é super simples e fácil de fazer. Qualquer um que queira dar um final mais criativo as famosas listas que servem apenas de suporte para o monitor do computador vir encima, pode montar facilmente em casa.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
A Era da Estupidez (O Filme)
A Era da Estupidez
Filme
Filme
Para qualquer pessoa que se preocupe com o estado de nosso planeta, este é um filme obrigatório. A diretora é a ex-baterista de rock e cineasta autoditada Franny Armstrong. Misto de documentário, ficção e animação, ele conta uma história estarrecedora: a da destruição da Terra, causada pela insensatez da humanidade.
O trabalho deste filme é mais extremado do que Uma Verdade Inconveniente, mais independente (em grande parte financiado por dinheiro de indivíduos ou de grupos), e inovador também em sua distribuição (transmitido por link de satélite para 700 cinemas simultaneamente, em mais de 50 países).
A estréia aconteceu em Nova York e as celebridades chegaram de bicicletas e carros elétricos, desfilando depois em um tapete verde, feito de garrafas de plástico recicladas. Cientistas trabalhando nas florestas tropicais da Indonésia e nas geleiras do Himalaia também faziam parte da platéia, dramatizando ainda mais o conteúdo do filme e sua seriedade - com um roteiro construído sobre cenários e modelos criados com rigor por acadêmicos.
Depois da estréia, um evento de 40 minutos reuniu Kofi Annan, Gillian Anderson (de X-Files), e Thom Yorke, do Radiohead. Ah, e o acontecimento todo foi movido a energia solar. Com tudo isto, por sua mensagem e pela maestria de sua realização, tornou-se um cult instantâneo. Sua produção, e esta é uma informação coerente, emitiu 94 mil quilos de CO2.
Mas vamos à história, filmada nos Estados Unidos, Inglaterra, Índia, Nigéria, Iraque, Jordão e nos Alpes franceses. Estamos no ano 2055. No alto de uma gigantesca torre em um Ártico derretido, o Arquivista (Pete Postlethwaite, de Alien e O Jardineiro Fiel) cuida do acervo de todo o conhecimento e toda arte produzida pela humanidade, e a salvo da desolação do mundo - Londres inundada, o Taj Mahal em ruínas, Sidney em chamas, Las Vegas enterrada pela areia. Ele examina na tela de um computador centenas de imagens do passado e se pergunta: Por que não fizemos nada para impedir a mudança do clima, enquanto podíamos? Por que deixamos que o aquecimento passasse dos dois graus até 2015, provocando toda uma série de desastres?
Várias histórias correm paralelas, todas no tempo de hoje. Um homem que ajudou a resgatar New Orleans, depois do furacão Katrina, reflete sobre a indústria de combustíveis fósseis e o desperdício. Um empresário indiano se prepara para o lançamento de uma empresa aérea voltada para o público de baixa renda. Duas crianças iraquianas contam sua fuga da guerra e sua mudança para a Jordânia. Ingleses visitam as geleiras do Mont Blanc, na França, e são ensinados por um guia de 82 anos sobre seu derretimento. O pai desta família fala da frustração por ter tentado instalar uma pequena fazenda eólica em sua cidade do interior (coisa que o próprio Postlethwaite, morto em janeiro de 2011, tentou fazer, e uma das razões de ter sido escolhido para seu papel). Finalmente, uma nigeriana luta contra a miséria num país rico em petróleo e mergulhada na pobreza (sua região é a mais lucrativa para a Shell na nação, mas ela tem de lavar os poucos e pequenos peixes que consegue pescar com Omo e, como isto não lhe permite o sustento, parte para o mercado negro da venda de diesel).
Todas estas histórias transmitem, a seu modo, o mesmo recado: por imprudência, incompetência, falta de iniciativa e estupidez, podemos acabar sendo a única espécie do planeta a cometer um suicídio coletivo, apesar de todas as informações que temos à mão para impedir que isto aconteça.
O imenso museu do Arquivista, ao final do filme, é lançado para o espaço, a salvo de nosso Juízo Final. Alguns ambientalistas, como James Lovelock, acreditam que já é tarde demais, e que só nos resta mitigar os danos. Os negacionistas certamente torceram o nariz para o filme - para eles o consumismo e a fé no capitalismo como o conhecemos não podem ser abalados, e o crescimento irresponsável tem de continuar (em cujo caso podemos apenas rezar por um milagre).
Veja o trailler:
A estréia aconteceu em Nova York e as celebridades chegaram de bicicletas e carros elétricos, desfilando depois em um tapete verde, feito de garrafas de plástico recicladas. Cientistas trabalhando nas florestas tropicais da Indonésia e nas geleiras do Himalaia também faziam parte da platéia, dramatizando ainda mais o conteúdo do filme e sua seriedade - com um roteiro construído sobre cenários e modelos criados com rigor por acadêmicos.
Depois da estréia, um evento de 40 minutos reuniu Kofi Annan, Gillian Anderson (de X-Files), e Thom Yorke, do Radiohead. Ah, e o acontecimento todo foi movido a energia solar. Com tudo isto, por sua mensagem e pela maestria de sua realização, tornou-se um cult instantâneo. Sua produção, e esta é uma informação coerente, emitiu 94 mil quilos de CO2.
Mas vamos à história, filmada nos Estados Unidos, Inglaterra, Índia, Nigéria, Iraque, Jordão e nos Alpes franceses. Estamos no ano 2055. No alto de uma gigantesca torre em um Ártico derretido, o Arquivista (Pete Postlethwaite, de Alien e O Jardineiro Fiel) cuida do acervo de todo o conhecimento e toda arte produzida pela humanidade, e a salvo da desolação do mundo - Londres inundada, o Taj Mahal em ruínas, Sidney em chamas, Las Vegas enterrada pela areia. Ele examina na tela de um computador centenas de imagens do passado e se pergunta: Por que não fizemos nada para impedir a mudança do clima, enquanto podíamos? Por que deixamos que o aquecimento passasse dos dois graus até 2015, provocando toda uma série de desastres?
Várias histórias correm paralelas, todas no tempo de hoje. Um homem que ajudou a resgatar New Orleans, depois do furacão Katrina, reflete sobre a indústria de combustíveis fósseis e o desperdício. Um empresário indiano se prepara para o lançamento de uma empresa aérea voltada para o público de baixa renda. Duas crianças iraquianas contam sua fuga da guerra e sua mudança para a Jordânia. Ingleses visitam as geleiras do Mont Blanc, na França, e são ensinados por um guia de 82 anos sobre seu derretimento. O pai desta família fala da frustração por ter tentado instalar uma pequena fazenda eólica em sua cidade do interior (coisa que o próprio Postlethwaite, morto em janeiro de 2011, tentou fazer, e uma das razões de ter sido escolhido para seu papel). Finalmente, uma nigeriana luta contra a miséria num país rico em petróleo e mergulhada na pobreza (sua região é a mais lucrativa para a Shell na nação, mas ela tem de lavar os poucos e pequenos peixes que consegue pescar com Omo e, como isto não lhe permite o sustento, parte para o mercado negro da venda de diesel).
Todas estas histórias transmitem, a seu modo, o mesmo recado: por imprudência, incompetência, falta de iniciativa e estupidez, podemos acabar sendo a única espécie do planeta a cometer um suicídio coletivo, apesar de todas as informações que temos à mão para impedir que isto aconteça.
O imenso museu do Arquivista, ao final do filme, é lançado para o espaço, a salvo de nosso Juízo Final. Alguns ambientalistas, como James Lovelock, acreditam que já é tarde demais, e que só nos resta mitigar os danos. Os negacionistas certamente torceram o nariz para o filme - para eles o consumismo e a fé no capitalismo como o conhecemos não podem ser abalados, e o crescimento irresponsável tem de continuar (em cujo caso podemos apenas rezar por um milagre).
Veja o trailler:
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Leonardo Boff: “Desta vez não há arca de Noé”
Não será possível salvar alguns e deixar perecer os demais: ou nos salvamos todos ou perecemos todos.
Leonardo Boff: "A consciência é essa, que desta vez não há uma arca de Noé, que salve alguns e deixe a perecer os demais: ou nos salvamos todos ou perecemos todos". Foto: Joana Moncau
Há anos, o teólogo brasileiro Leonardo Boff, referência da Teologia da Libertação, tem se dedicado à causa ecológica, não só nas Conferências das Nações Unidas sobre o Clima, mas também em debates nacionais, como as Conferências do Meio Ambiente, organizadas desde 2003. Observador privilegiado do evento oficial, em Cancun, ele pôde dividir com os participantes dos eventos organizados pela sociedade civil sua frustração pela indiferença dos representantes de países ricos com a urgência do tema. Logo após discursar para uma plateia formada por indígenas, camponeses e ativistas urbanos de todo o mundo, Boff falou à Revista do Brasil.
O senhor falou na necessidade de se prestar atenção à dimensão divina envolvida nessas questões. Está faltando Deus na discussão dos governos sobre as mudanças climáticas?
Acho que eles têm um deus, que é o deus dinheiro. Eles organizam tudo para manter sua riqueza, e nunca colocam a questão de qual é o futuro da vida, do planeta, de como vamos socorrer os milhões e milhões de vítimas do aquecimento global. Eles vivem a idolatria fantástica do deus dinheiro e, a seguir esse caminho, vamos ao encontro do pior. Por isso é importante que os movimentos sociais populares, que têm uma alternativa, têm uma visão humanística e espiritual de respeitar as pessoas, de se ajudarem, se transformem num grito de protesto, numa resistência a não aceitar as soluções que lhes deem.
Estamos condenados a um desastre?
Creio que o problema é global e, se ele não for resolvido, todos serão afetados, inclusive eles. Porque, quando a água chega ao nariz e passa da boca, ou a pessoa muda, ou morre. A crise está se agravando cada vez mais e vai afetar as grandes empresas. Chega um momento em que eles se dão conta que a solução deles não é solução, é uma falsa solução na tentativa de salvar privilégios. Espero que a sabedoria comum da humanidade triunfe. A consciência é essa, que desta vez não há uma arca de Noé, que salve alguns e deixe a perecer os demais: ou nos salvamos todos ou perecemos todos.
Entramos em uma etapa de irreversibilidade, isto é, a terra mudou pelo aquecimento global e isso não tem volta. Todos temos de nos adaptar à nova situação e minimizar os efeitos hostis. Isso não havia anos atrás. Há urgência! O tempo do relógio corre contra nós. Se não cuidarmos, daqui a pouco será um caminho sem retorno. E aí, sim, todos vão sofrer.
Dez anos atrás também começou a onda de governos de esquerda na América Latina, pela qual passou a solução da ameaça do livre comércio. Mas agora vemos que a solução está para além dos Estados nacionais. Como resolver esse novo problema?
A figura dos Estados nacionais não é mais adequada para problemas globais. Nós temos que chegar a uma governança global. No fundo, é dizer o óbvio: temos esse pequeno planeta, superpovoado, empobrecido e velho. Para podermos sobreviver juntos, temos que repartir. Dentro de pouco tempo, seremos todos socialistas. Não por opção ideológica, mas por não termos alternativa. Ou fazemos isso, ou então vamos assistir a dizimações de milhões de pessoas, desastres ecológicos de grande magnitude, e aí as pessoas vão aprender pelo sofrimento.
Por: Joana Moncau e Spensy Pimentel
O senhor falou na necessidade de se prestar atenção à dimensão divina envolvida nessas questões. Está faltando Deus na discussão dos governos sobre as mudanças climáticas?
Acho que eles têm um deus, que é o deus dinheiro. Eles organizam tudo para manter sua riqueza, e nunca colocam a questão de qual é o futuro da vida, do planeta, de como vamos socorrer os milhões e milhões de vítimas do aquecimento global. Eles vivem a idolatria fantástica do deus dinheiro e, a seguir esse caminho, vamos ao encontro do pior. Por isso é importante que os movimentos sociais populares, que têm uma alternativa, têm uma visão humanística e espiritual de respeitar as pessoas, de se ajudarem, se transformem num grito de protesto, numa resistência a não aceitar as soluções que lhes deem.
Estamos condenados a um desastre?
Creio que o problema é global e, se ele não for resolvido, todos serão afetados, inclusive eles. Porque, quando a água chega ao nariz e passa da boca, ou a pessoa muda, ou morre. A crise está se agravando cada vez mais e vai afetar as grandes empresas. Chega um momento em que eles se dão conta que a solução deles não é solução, é uma falsa solução na tentativa de salvar privilégios. Espero que a sabedoria comum da humanidade triunfe. A consciência é essa, que desta vez não há uma arca de Noé, que salve alguns e deixe a perecer os demais: ou nos salvamos todos ou perecemos todos.
Entramos em uma etapa de irreversibilidade, isto é, a terra mudou pelo aquecimento global e isso não tem volta. Todos temos de nos adaptar à nova situação e minimizar os efeitos hostis. Isso não havia anos atrás. Há urgência! O tempo do relógio corre contra nós. Se não cuidarmos, daqui a pouco será um caminho sem retorno. E aí, sim, todos vão sofrer.
Dez anos atrás também começou a onda de governos de esquerda na América Latina, pela qual passou a solução da ameaça do livre comércio. Mas agora vemos que a solução está para além dos Estados nacionais. Como resolver esse novo problema?
A figura dos Estados nacionais não é mais adequada para problemas globais. Nós temos que chegar a uma governança global. No fundo, é dizer o óbvio: temos esse pequeno planeta, superpovoado, empobrecido e velho. Para podermos sobreviver juntos, temos que repartir. Dentro de pouco tempo, seremos todos socialistas. Não por opção ideológica, mas por não termos alternativa. Ou fazemos isso, ou então vamos assistir a dizimações de milhões de pessoas, desastres ecológicos de grande magnitude, e aí as pessoas vão aprender pelo sofrimento.
Por: Joana Moncau e Spensy Pimentel
Fonte: Revista do Brasil
“É dando que se recebe?”
Por Leonardo Boff
Filósofo/Teólogo
Estamos em tempos de montagem de governos. Há disputas por cargos e funções por parte de partidos e de políticos. Ocorrem sempre negociações, carregadas de interesses e de muita vaidade. Neste contexto, se ouve citar um tópico da inspiradora oração de São Francisco pela paz “é dando que se recebe” para justificar a permuta de favores e de apoios onde também rola muito dinheiro. É uma manipulação torpe do espírito generoso e desinteressado de São Francisco. Mas desprezemos estes desvios e vejamos seu sentido verdadeiro.
Há duas economias: a dos bens materiais e a dos bens espirituais. Elas seguem lógicas diferentes. Na economia dos bens materiais, quanto mais você dá bens, roupas, casas, terras e dinheiro, menos você tem. Se alguém dá sem prudência e esbanja perdulariamente acaba na pobreza.
Na economia dos bens espirituais, ao contrario, quanto mais dá, mais recebe, quanto mais entrega, mais tem. Quer dizer, quanto mais dá amor, dedicação e acolhida (bens espirituais) mais ganha como pessoa e mais sobe no conceito dos outros. Os bens espirituais são como o amor: ao se dividirem, se multiplicam. Ou como o fogo: ao se espalharem, aumentam.
Compreendemos este paradoxo se atentarmos para a estrutura de base do ser humano. Ele é um ser de relações ilimitadas. Quanto mais se relaciona, vale dizer, sai de si em direção do outro, do diferente, da natureza e até de Deus, quer dizer, quanto mais dá acolhida e amor mais se enriquece, mais se orna de valores, mais cresce e irradia como pessoa.
Portanto, é “dando que se recebe”. Muitas vezes se recebe muito mais do que se dá. Não é esta a experiência atestada por tantos e tantas que dão tempo, dedicação e bens na ajuda aos flagelados da hecatombe socioambiental ocorrida nas cidades serranas do Rio de Janeiro, no triste mês de fevereiro, quando centenas morreram e milhares ficaram desabrigados? Este “dar” desinteressado produz um efeito espiritual espantoso que é sentir-se mais humanizado e enriquecido. Torna-se gente de bem, tão necessária hoje.
Quando alguém de posses, dá de seus bens materiais dentro da lógica da economia dos bens espirituais para apoiar aos que tudo perderam e ajudá-los a refazer a vida e a casa, experimenta a satisfação interior de estar junto de quem precisa e pode testemunhar o que São Paulo dizia:”maior felicidade é dar que receber”(At 20,35). Esse que não é pobre, se sente espiritualmente rico.
Vigora, portanto, uma circulação entre o dar e o receber, uma verdadeira reciprocidade. Ela representa, num sentido maior, a própria lógica do universo como não se cansam de enfatizar biólogos e astrofísicos. Tudo, galáxias, estrelas, planetas, seres inorgânicos e orgânicos, até as partículas elementares, tudo se estrutura numa rede intrincadíssima de inter-retro-relações de todos com todos. Todos co-existem, inter-existem, se ajudam mutuamente, dão e recebem reciprocamente o que precisam para existir e co-evoluir dentro de um sutil equilíbrio dinâmico.
Nosso drama é que não aprendemos nada da natureza. Tiramos tudo da Terra e não lhe devolvemos nada nem tempo para descansar e se regenerar. Só recebemos e nada damos. Esta falta de reciprocidade levou a Terra ao desequilíbrio atual.
Portanto, urge incorporar, de forma vigorosa, a economia dos bens espirituais à economia dos bens materiais. Só assim restabeleceremos a reciprocidade do dar e do receber. Haveria menos opulência nas mãos de poucos e os muitos pobres sairiam da carência e poderiam sentar-se à mesa comendo e bebendo do fruto de seu trabalho. Tem mais sentido partilhar do que acumular, reforçar o bem viver de todos do que buscar avaramente o bem particular. Que levamos da Terra? Apenas bens do capital espiritual. O capital material fica para trás.
O importante mesmo é dar, dar e mais uma vez dar. Só assim se recebe. E se comprova a verdade franciscana segundo a qual ”é dando que recebe” ininterruptamente amor, reconhecimento e perdão. Fora disso, tudo é negócio e feira de vaidades.
Leonardo Boff é autor de A oração de São Francisco, Vozes 2010.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Agência de Publicidade constrói parede feita com revistas
O arquiteto Elding Oscarson elaborou uma reforma super criativa para a agência de publicidade sueca Oktavilla. A agência especializada em mídia impressa ganhou uma parede feita inteiramente com revistas.
Para construir a parede as revistas foram agrupadas em feixes e transformadas em uma espécie de tijolo, estes foram empilhados e a parede foi erguida. O resultado você pode ver nas fotos, ficou incrível!
Muito criativo...
E aí, inspirou você? rsrs
Para construir a parede as revistas foram agrupadas em feixes e transformadas em uma espécie de tijolo, estes foram empilhados e a parede foi erguida. O resultado você pode ver nas fotos, ficou incrível!
Muito criativo...
E aí, inspirou você? rsrs
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