segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Maranhão e a Beija-flor em 2012
Grupo Especial
Por: Rodrigo Coutinho e Vicente Almeida
Depois de abocanhar o 12º título de sua história, a Beija-Flor começou a preparação para o próximo carnaval de forma arrebatadora. Com grande festa realizada em sua quadra na noite desta quarta-feira, a agremiação de Nilópolis apresentou o enredo ''São Luís - o poema encantado do Maranhão'‘, que de acordo com a sinopse lida no palco pelos membros da comissão de carnaval, Bira e Victor Santos, e a explicação do diretor de carnaval, Laíla, apresentará de maneira mística a história da capital maranhense.
Com portas abertas para a comunidade, a quadra da Beija-Flor recebeu bom público, que pôde acompanhar um pouco da cultura de São Luís através da apresentação dos grupos folclóricos maranhenses Boi Barrica e Santa Fé. Além da apresentação dos maranhenses, uma grande roda com cânticos em homenagem a todos os orixás e aos pretos-velhos emocionou os presentes, que estavam com velas e palmas nas mãos e deram início a uma pequena procissão dentro da quadra em direção à imagem de São Jorge.
De acordo com Laíla, a iniciativa tem como objetivo abrir os caminhos para mais um grande carnaval da escola de Nilópolis. No palco da quadra, o diretor de carnaval falou aos que reprimem essas manifestações religiosas dentro da escola.
- A Beija-Flor é escola de macumbeiro mesmo. Eu sou macumbeiro. O nosso lema é pregar a paz e o respeito. Hoje pedimos licença e proteção aos orixás. Não adianta as pessoas nos reprimirem e torcerem o nariz. O nosso barracão não pega fogo! Tem escola que só pensa em fazer carnaval e não se lembra de cuidar da parte espiritual. Na Beija-Flor temos muito respeito com isso – declarou Laíla.
O diretor de carnaval ainda lançou o novo slogan da escola: ''A paz reina em nossa tribo''. E explicou o que pediu aos membros da comissão de carnaval na elaboração da sinopse do enredo.
- Nós buscamos desenvolver na sinopse aquilo que vimos e sentimos no Maranhão, dando um conceito artístico ao tema. A orientação era explorar a originalidade do Maranhão. Vamos melhorar o nível do nosso desfile.
Já Victor Santos, que integra a comissão de carnaval ao lado de Fran Sérgio, Bira e André Cezari, deu mais detalhes do desenvolvimento do tema. Ele adiantou que Joãosinho Trinta, natural da capital maranhense, ganhará homenagem especial.
- Nós vamos apresentar como a cidade foi fundada, os primeiros povos que habitaram São Luís, mas tudo isso de uma maneira encantada, mística, mágica. Depois vamos passando pela história do lugar até chegar a São Luís de hoje. Vamos falar da riqueza da bauxita, da cidade que prospera que cresce e se desenvolve, mas a base é o misticismo. O Joãosinho Trinta terá um lugar todo especial. É uma figura que faz parte da história da Beija-Flor, além de ser maranhense. Ele simboliza como poucos o mistério e o encanto que o Maranhão tem – disse Victor.
domingo, 29 de maio de 2011
Entendendo o Código Florestal
ENTENDA PORQUE É UM CRIME A APROVAÇÃO DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL. E ENTENDA O QUE PALOCCI, A BANCADA RURALISTA E O GOVERNO FEDERAL TÊM A VER COM ISSO. MARINA SILVA EXPLICA.
Marina Silva deu entrevista à Época que está nas bancas (capa 23/05). Se ela estiver certa, nesta terça, dia 24, o Brasil vai entrar numa fase negra do ponto de vista ambiental. Marina afirma que este grande esforço, “nada intencional”, da mídia para bombar o escândalo do crescimento rápido do patrimônio de Palocci (não estou defendendo ele!) foi articulado pela bancada ruralista do Congresso Nacional para pressionar a bancada governista a aprovar o Novo Código Florestal logo, sem novos adiamentos. O Governo não quer aprovar o texto de Aldo Rebelo porque vai destruir o país do ponto de vista ambiental, mas segundo Marina, os ruralistas venceram e já existe um acordo: o Novo Código será aprovado nesta terça e as denúncias contra Palocci vão esfriar e sumir da mídia logo-logo. Vamos ver se ela está certa. Espero que não, mas tem lógica. É mais uma articulação perversa que a gente assiste de braços cruzados, graças à nossa alienação e desinteresse pelas questões políticas, como se elas não mudassem nada na vida da gente.
Para quem quiser entender o porque da pressa e do enorme interesse da bancada ruralista em aprovar o Código Ambiental, antes que o povo acorde, aqui vão algumas das criminosas mudanças que serão realizadas:
OS DEZ PRINCIPAIS CRIMES DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL
1. O Novo Código Florestal vai liberar atividades agropecuárias dentro das florestas, incluindo a Amazônica.
2. Quem já desmatou, desrespeitando as leis do Código em vigor, será perdoado e estará automaticamente desobrigado de reflorestar a APP (Área de Preservação Permanente) das suas propriedades. Ou seja, o cara destruiu área que não poderia tocar e vai ficar por isso mesmo, sem multa e sem precisar reparar o dano.
3. O Novo Código Florestal vai criar um instrumento chamado “área rural consolidada” legalizando todas as ocupações irregulares realizadas até o momento. Ou seja, quem invadiu terras devolutas (do governo) ou áreas de reservas indígenas vai passar a ser proprietário legal numa tacada só.
4. Vai mudar o conceito de “pequena propriedade rural”, ampliando o tamanho da mesma para que grandes latifúndios tenham direito a benefícios que hoje atendem pequenos produtores de agricultura familiar.
5. As margens de rios, no código atual, devem ter áreas de 30 metros para cada lado, intocadas (matas ciliares), para que não ocorra assoreamento (terra cair no leito e deixar o rio sem profundidade até morrer). O Novo Código Florestal vai reduzir para apenas 15 metros de cada lado e o que já foi destruído não será mais recuperado, ficando os fazendeiros desobrigados de recompor as matas. E ainda terão um novo recurso que vai possibilitar autorizações para destruir os 15 metros de mata em “casos especiais”.
6. Vai liberar o desmatamento no topo dos morros (áreas acima de 1800 metros). Vale ressaltar que o desmatamento nos topos de morros são uma das principais causas de grandes enxurradas como a da região serrana do Rio porque a chuva forte, quando não encontra vegetação para frear sua velocidade nem nos topos nem nas encostas, desce com violência levando tudo pela frente, inclusive vidas.
7. As áreas de várzea (área que um rio ocupa ao redor do seu leito durante as cheias) também já eram: vão deixar de ser APP e poderão ser livremente e legalmente ocupadas. Cenas como as enchentes do Tietê mostram o que ocorre quando a área de várzea de um rio é ocupada.
8. O Novo Código Florestal vai suspender todas as multas e processos que estão correndo contra quem já desmatou de forma irregular. Lindo isso, não?
9. Os desmatadores vão ganhar anistia de 5 anos. Neste período, os governos municipais, estaduais e o governo federal serão obrigados a elaborar planos de regularização fundiária. Até lá, pode tudo.
10. E para fechar o caixão, a pouca compensação de reserva florestal que os proprietários rurais terão que fazer será liberada em biomas diferentes. Ou seja, o sujeito vai poder detonar quilômetros da floresta Amazônica e para compensar vai deixar intocada uma terra improdutiva qualquer em alguma parte do país que não tenha, nem de perto, o grande potencial econômico da maior floresta tropical do planeta.
Marina Silva deu entrevista à Época que está nas bancas (capa 23/05). Se ela estiver certa, nesta terça, dia 24, o Brasil vai entrar numa fase negra do ponto de vista ambiental. Marina afirma que este grande esforço, “nada intencional”, da mídia para bombar o escândalo do crescimento rápido do patrimônio de Palocci (não estou defendendo ele!) foi articulado pela bancada ruralista do Congresso Nacional para pressionar a bancada governista a aprovar o Novo Código Florestal logo, sem novos adiamentos. O Governo não quer aprovar o texto de Aldo Rebelo porque vai destruir o país do ponto de vista ambiental, mas segundo Marina, os ruralistas venceram e já existe um acordo: o Novo Código será aprovado nesta terça e as denúncias contra Palocci vão esfriar e sumir da mídia logo-logo. Vamos ver se ela está certa. Espero que não, mas tem lógica. É mais uma articulação perversa que a gente assiste de braços cruzados, graças à nossa alienação e desinteresse pelas questões políticas, como se elas não mudassem nada na vida da gente.
Para quem quiser entender o porque da pressa e do enorme interesse da bancada ruralista em aprovar o Código Ambiental, antes que o povo acorde, aqui vão algumas das criminosas mudanças que serão realizadas:
OS DEZ PRINCIPAIS CRIMES DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL
1. O Novo Código Florestal vai liberar atividades agropecuárias dentro das florestas, incluindo a Amazônica.
2. Quem já desmatou, desrespeitando as leis do Código em vigor, será perdoado e estará automaticamente desobrigado de reflorestar a APP (Área de Preservação Permanente) das suas propriedades. Ou seja, o cara destruiu área que não poderia tocar e vai ficar por isso mesmo, sem multa e sem precisar reparar o dano.
3. O Novo Código Florestal vai criar um instrumento chamado “área rural consolidada” legalizando todas as ocupações irregulares realizadas até o momento. Ou seja, quem invadiu terras devolutas (do governo) ou áreas de reservas indígenas vai passar a ser proprietário legal numa tacada só.
4. Vai mudar o conceito de “pequena propriedade rural”, ampliando o tamanho da mesma para que grandes latifúndios tenham direito a benefícios que hoje atendem pequenos produtores de agricultura familiar.
5. As margens de rios, no código atual, devem ter áreas de 30 metros para cada lado, intocadas (matas ciliares), para que não ocorra assoreamento (terra cair no leito e deixar o rio sem profundidade até morrer). O Novo Código Florestal vai reduzir para apenas 15 metros de cada lado e o que já foi destruído não será mais recuperado, ficando os fazendeiros desobrigados de recompor as matas. E ainda terão um novo recurso que vai possibilitar autorizações para destruir os 15 metros de mata em “casos especiais”.
6. Vai liberar o desmatamento no topo dos morros (áreas acima de 1800 metros). Vale ressaltar que o desmatamento nos topos de morros são uma das principais causas de grandes enxurradas como a da região serrana do Rio porque a chuva forte, quando não encontra vegetação para frear sua velocidade nem nos topos nem nas encostas, desce com violência levando tudo pela frente, inclusive vidas.
7. As áreas de várzea (área que um rio ocupa ao redor do seu leito durante as cheias) também já eram: vão deixar de ser APP e poderão ser livremente e legalmente ocupadas. Cenas como as enchentes do Tietê mostram o que ocorre quando a área de várzea de um rio é ocupada.
8. O Novo Código Florestal vai suspender todas as multas e processos que estão correndo contra quem já desmatou de forma irregular. Lindo isso, não?
9. Os desmatadores vão ganhar anistia de 5 anos. Neste período, os governos municipais, estaduais e o governo federal serão obrigados a elaborar planos de regularização fundiária. Até lá, pode tudo.
10. E para fechar o caixão, a pouca compensação de reserva florestal que os proprietários rurais terão que fazer será liberada em biomas diferentes. Ou seja, o sujeito vai poder detonar quilômetros da floresta Amazônica e para compensar vai deixar intocada uma terra improdutiva qualquer em alguma parte do país que não tenha, nem de perto, o grande potencial econômico da maior floresta tropical do planeta.
"Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a simples arte de vivermos juntos como irmãos."
Martin Luther King.
Martin Luther King.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Mortes de Ambientalistas no Brasil.
Morte de Ambientalistas no Brasil são "insolúveis" desde muito tempo...
Será que o Governo do Brasil está preocupado com mortes e investigações "insolúveis" na captura dos mandantes dos crimes contra estes brasileiros e ambientalistas assassinados desde 2005?
AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
Dorothy Stang - Pará/PA 2005 - Foi assassinada, com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos, no dia 12 de fevereiro de 2005, em uma estrada de terra à 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará. Segundo testemunha, antes de receber os disparos ao ser indagada se estava armada, Ir. Dorothy afirmou «eis a minha arma!» e mostrou a Bíblia.
AMBIENTALISTA ASSASSINADOS:
AMBIENTALISTA ASSASSINADOS:
Dionísio Júlio Ribeiro - Rio de Janeiro/RJ - 2005 - Morto com um tiro de escopeta na cabeça, em Nova Iguaçu por denunciar os responsáveis pela extração ilegal de palmito, caçadores e pessoas interessadas em construir dentro da área da reserva do Tinguá, no Rio de Janeiro.
AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
Francisco Anselmo de Barros - Mato Grosso do Sul/MS 2005 - Francelmo, trocou sua vida pela salvação do Pantanal. O ambientalista ateou fogo em seu próprio corpo em 12 de novembro de 2005, no final da manifestação contra as usinas de álcool no Pantanal, realizada no centro de Campo Grande, MS. Com o corpo todo queimado o mártir do Pantanal morreu na manhã do dia 13 de novembro de 2005.AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
Antônio Conceição Reis - Bahia/BA 2009 - morto a tiros, presidente do Grupo Ecológico Nativos de Itapuã. Ele estava em casa, na rua Guararapi, no bairro de Itapuã, quando quatro homens dispararam vários tiros contra ele. O corpo do ambientalista foi levado pelos criminosos no porta-malas de um veículo. Foi encontrado em Camacari, região metropolitana de Salvador o corpo carbonizado.
Antônio Conceição Reis - Bahia/BA 2009 - morto a tiros, presidente do Grupo Ecológico Nativos de Itapuã. Ele estava em casa, na rua Guararapi, no bairro de Itapuã, quando quatro homens dispararam vários tiros contra ele. O corpo do ambientalista foi levado pelos criminosos no porta-malas de um veículo. Foi encontrado em Camacari, região metropolitana de Salvador o corpo carbonizado.
AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
Paulo César Santos Sousa - Rio de Janeiro/RJ 2009 - Em 22 de maio de 2009, o pescador Paulo César Santos de Sousa, da Associação dos Homens do Mar (AHOMAR), foi assassinado com três tiros no rosto e dois na nuca.
Paulo disse que corria risco de vida porque estava atrapalhando a obra da Petrobrás, Oceânica e GDK para instalação de dois dutos para transporte de gás liquefeito da Petrobrás.
Paulo César Santos Sousa - Rio de Janeiro/RJ 2009 - Em 22 de maio de 2009, o pescador Paulo César Santos de Sousa, da Associação dos Homens do Mar (AHOMAR), foi assassinado com três tiros no rosto e dois na nuca.
Paulo disse que corria risco de vida porque estava atrapalhando a obra da Petrobrás, Oceânica e GDK para instalação de dois dutos para transporte de gás liquefeito da Petrobrás.
AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
José Maria Filho (Zé Maria) - Ceará/CE 2010 - Líder Comunitário em Limoeiro do Norte. Morto com 25 tiros por denunciar a contaminação da água que a população consumia e estava com altos níves de agrotóxicos na região de Jaguaribe/Apodi no Ceará. Assassinado em 25 de abril de 2010. A Polícia não conclui o inquérito e nenhum dos criminosos foram presos.
AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
Flautilde Filgueira (Tide) - Bahia/BA 2010 - Morto em Vitória da Conquista, foi assassinado com tiros de revólver no final da noite de 27 de agosto de 2010, no alto da serra do Periperi, zona norte cidade. Tide realizava um importante trabalho à frente da ONG Florestas Urbanas.AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
Jorge Roberto Carvalho Grando, Antonio Grando, Gilmar Reinert, Valdir Vicente Lopes e Albino Silva - Paraná/PR 2011 - Mortos cinco pessoas, três deles ambientalistas no Paraná, em uma casa de Jorge Grando. Os corpos estavam com as mãos amarradas e tinham marcas de tiros na nuca e nos olhos. Protegiam nascentes do Rio Iguaçu e mananciais de Piraquara no Paraná.
AMBIENTALISTAS ASSASSINADOS:
José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo - Pará/PA 2011 - Líder agroextrativista e ambientalista, conhecido como Zé da Castanha, e a mulher e também ativista da terra, mortos durante Emboscada no interior do Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Praia Alta Pinhanheira, no município de Nova Ipixuna, no Pará, um dos últimos locais de extração da castanha do Pará.
AMBIENTALISTAS AMEAÇADOS DE MORTE:
Vilmar Berna - Rio de Janeiro/RJ - Atuante em Niterói o jornalista vem recebendo ameaças de morte. As ameaças partiriam de pessoas incomodadas pela presença do ambientalista na comunidade do Cascarejo, na enseada de Jurujuba (Niterói, cidade a 15 km do Rio). O local convive hoje com pesca e criadouros clandestinos, favelização, poluição por esgotos e dejetos industriais e tráfico de drogas.
AMBIENTALISTAS AMEAÇADOS DE MORTE:
Telma Lobão - Bahia/BA - Continuam tentando assassinar a ambientalista baiana, que solicita proteção e não é atendida pelas autoridades e políticos. Tentativas de sequestro já foram tentadas contra ela, por denunciar irregularidades relacionadas aos empreendimentos que estão burlando as fiscalizações ambientais e sanitárias em Conceição na Bahia.
Vilmar Berna - Rio de Janeiro/RJ - Atuante em Niterói o jornalista vem recebendo ameaças de morte. As ameaças partiriam de pessoas incomodadas pela presença do ambientalista na comunidade do Cascarejo, na enseada de Jurujuba (Niterói, cidade a 15 km do Rio). O local convive hoje com pesca e criadouros clandestinos, favelização, poluição por esgotos e dejetos industriais e tráfico de drogas.
AMBIENTALISTAS AMEAÇADOS DE MORTE:
Telma Lobão - Bahia/BA - Continuam tentando assassinar a ambientalista baiana, que solicita proteção e não é atendida pelas autoridades e políticos. Tentativas de sequestro já foram tentadas contra ela, por denunciar irregularidades relacionadas aos empreendimentos que estão burlando as fiscalizações ambientais e sanitárias em Conceição na Bahia.
Fonte: REDE Os Verdes/pesquisa na Internet
Aos amigos Leitores de nosso Blog:
Pedimos que caso tenha conhecimento sobre ameaças e mortes de ativistas ambientalistas em sua região ou Estado, informe nos Comentários a localização, data do ocorrido e os dados da pessoas ameaçada ou executada, ou se preferir envie e-mail para osverdes.rs@gmail.com
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Arezzo recolhe peças com pele de animais após polêmica no Twitter
Coleção Pelemania colocou a Arezzo entre trend topics do Twitter; empresa apagou comentários negativos em sua página no Facebook
Marina Gazzoni, iG São Paulo
A Arezzo anunciou nesta segunda-feira que recolherá todas as peças da coleção Pelemania, que traz roupas e acessórios com peles de animais, após sofrer críticas de internautas nas mídias sociais. A campanha colocou a Arezzo em primeiro lugar entre os topic trends do Twitter no Brasil neste domingo. Hoje, a empresa está entre os dez assuntos mais comentados na rede social.
“Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa. Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores”, disse a companhia, em comunicado. “Por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica.”
A empresa começou a divulgar a coleção Pelemania nas mídias sociais na quarta-feira à noite, para uma rede de 4.496 amigos do Facebook e 24.482 seguidores no Twitter. A marca lançou peças com pele de raposa, coelho e ovelha. A Arezzo convidou os clientes a conhecerem as roupas em sua loja na rua Oscar Freire, em São Paulo.
No Twitter, a empresa foi acusada de maus tratos aos animais e muitos consumidores chegaram a dizer que não comprariam mais produtos da grife. “#Arezzo. Que feio usar pele de animais. Da próxima vez faz bolsa com a pele da própria designer”, disse a Eve Teixeira, no Twitter.
No Facebook, a Arezzo começou a apagar os comentários negativos. “As redes sociais são um espaço aberto para que todos possam expressar suas opiniões, entretanto, nos reservamos o direito de retirar mensagens com conteúdo ofensivo e agressivo”, escreveu a companhia em seu perfil.
Leia mais:
Os internautas, no entanto, encontraram uma forma de ter seus comentários publicados. Quando apertavam o botão “curtir” na mensagem de divulgação da campanha postada pela Arezzo no Facebook, eles conseguiam comentar sem a moderação da empresa.
Algumas pessoas saíram em defesa da Arezzo no Twitter e no Facebook. “E a hipocrisia reina. O povo continua metendo pau na #arezzo e tá lá usando sapato de couro e se acabando no espeto de picanha”, escreveu Adauto Michelotti Jr, em sua página no Twitter.
Foto: - Divulgação
Bolsa da Arezzo com pele de raposa
Os erros da Arezzo
A empresa cometeu uma sequência de erros no lançamento da coleção Pelemania, afirma o professor de gestão de marcas da ESPM, Marcos Bedendo. O primeiro deles foi não fazer uma pesquisa de opinião para mensurar a recepção do público a uma coleção com peles de animais. “Há um ambiente geral que recrimina essa prática”, diz.
Como existe um nicho de consumidores que ainda compra roupas com peles de animais, a empresa poderia ter lançado a coleção, diz o professor. “Mas com mais sensibilidade.”
Para ele, a decisão de apagar as mensagens dos internautas em sua página do Facebook foi um “ato de desespero”. A empresa pode moderar comentários desde que divulgue um padrão para isso, como não permitir palavras de baixo calão. Mas as opiniões contrárias bem fundamentadas deveriam ter sido respondidas pela companhia.
Apesar do marketing negativo da campanha, o dano à imagem deve ser momentâneo, de acordo com o professor da ESPM. “As marcas conhecidas tendem a ter um capital de perdão do consumidor”, diz. A realização de uma campanha ecologicamente correta pode reconquistar o consumidor.
(Colaborou Carla Falcão)
TOMAAA.....COVARDES!!
Será que se retirarmos no mínimo um dedo de cada filhos dos donos dessa copanhia para os URUBUS fazerem a festa eles iriam sentir não? É talvez não...rsrs
Se bem que esses dedinhos não iriam alimentar com eficácia os fofinhos dos urubus.
TOMAAA.....COVARDES!!
Será que se retirarmos no mínimo um dedo de cada filhos dos donos dessa copanhia para os URUBUS fazerem a festa eles iriam sentir não? É talvez não...rsrs
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Novidades sustentáveis no nosso dia a dia
DOWNLOAD DA REVISTA: REVISTA PORTAL EDUCAÇÃO e fique por dentor das novidades:
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Massacre contra crianças inocentes- Psicopatas: Download gratis de Livros de utilidade pública
O livro nos mostra como podemos identificar pessoas que irão nos causar sofrimentos. Nos mostra também algumas regrinhas de como nos proteger desse tipo de pessoa. Observem algumas delas:
-Questione a autoridade: confie sempre nos seus instintos, principalmente quando todos já tiverem parado de questionar.
- Desconfie da bajulação: quase sempre se trata de uma tentativa de manipulação.
- Cuidado com a tendência a sentir pena: os sociopatas adoram despertar a piedade dos outros e tiram proveito desse sentimento.
- Não tente recuperar os irrecuperáveis: dedique-se apenas às pessoas que realmente querem - e merecem - ser ajudadas.
Leiam a sinopse e conheçam mais sobre esse livro:
Sinopse:
"Este livro deve ser lido como uma vacina. Com casos clínicos claros, ele nos ensina a identificar as pessoas que podem nos causar muito sofrimento. E a única arma para lidar com um psicopata é o conhecimento."- Fátima Vasconcellos, presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro e especialista em Psiquiatria Forense pela Associação Brasileira de Psiquiatria
Você conhece algum psicopata? Pense bem antes de responder que não. Quando ouvimos essa palavra, logo pensamos em criminosos violentos, serial killers, como vemos na TV e no cinema. Mas a verdade é que nem todos eles são assim.
Psicopatia é o termo mais popular para nos referirmos à sociopatia, distúrbio que se caracteriza pela falta de consciência e que é bem mais comum do que imaginamos, atingindo uma em cada 25 pessoas.
Entre seus principais "sintomas" estão: incapacidade de adequação às normas sociais; falta de sinceridade e tendência à manipulação; impulsividade; irresponsabilidade persistente e ausência de remorso.
Para atingir seus objetivos, o psicopata é capaz de mentir, roubar, manipular e até matar sem sentir culpa alguma. Talvez seja um marido agressivo, um pai que maltrata os filhos ou um chefe que humilha os funcionários.
Embora saibam o que é certo ou errado, os sociopatas simplesmente não se importam com isso. Conhecem as regras da sociedade e entendem como nós, pessoas com consciência, agimos e pensamos - e lançam mão disso para nos manipular e circular despercebidos em nosso meio.
Com anos de experiência no atendimento a vítimas de psicopatas, a Dra. Martha Stout traça um retrato preciso desses indivíduos, explica como identificá-los e ensina 13 regras para nos defendermos da ameaça que eles representam.
Lançado em 2005 nos Estados Unidos e publicado em vários países, Meu vizinho é um psicopata se tornou uma referência sobre o assunto e ganhou o prêmio Books for a Better Life (Livros para uma vida melhor) daquele mesmo ano por sua significativa contribuição à sociedade.
****
Imagine um mundo em que uma em cada 25 pessoas seja um psicopata: não sinta compaixão, empatia ou amor, não tenha nenhum vestígio de emoção e seja capaz de enganar, manipular, roubar e até matar para atingir seus objetivos.
Se você acha que essa é a descrição de um assustador suspense psicológico, está completamente enganada - trata-se da nossa realidade. Apesar de a psicopatia ser mais comum do que se imagina, a maioria das pessoas não sabe nada sobre esse distúrbio e é incapaz de reconhecer os psicopatas não violentos que nos cercam.
Um profissional ambicioso, que passa por cima de todos para conquistar o sucesso, um executivo que maquia o balanço da empresa e inventa mentiras sobre os colegas, ou alguém que vive às custas dos outros - todos eles têm algo em comum: não possuem consciência, a característica mais fundamental dos seres humanos.
Em Meu vizinho é um psicopata, a Dra. Martha Stout explica de forma simples e direta o que é esse transtorno quase inimaginável para a maioria das pessoas e nos ensina a identificar esses indivíduos maléficos, que podem estar onde menos se imagina.Ficha Técnica:
Meu Vizinho é um psicopata
Autor: Martha Stout
ISBN: 9788575425510
Editora: Sextante
Paginas: 256
Acabamento: Brochura
Tamanho: 14 x 21
É assunto de extrema importância nos dias de hoje, depois da chacina que tivemos no Rio de Janeiro (Brasil), saiba se seu vizinho é um psicopata.
DOWNLOAD GRATIS DO LIVRO AQUI:
Descrição:
Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem. "Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem". Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade. Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.
VEJA OS VÍDEOS:
VEJA OS VÍDEOS:
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Poluição sonora também mata
Estudo europeu sugere novas leis
Barulhos de tráfego causam um milhão de anos de perdas de vidas saudáveis na União Européia e na Noruega, devido a doenças, incapacidade e mortes prematuras, revela um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). É uma magnitude apenas comparada à da poluição do ar, diz o estudo.
"A poluição sonora não é apenas um incômodo ambiental. Ela também é uma ameaça à saúde pública", diz Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa. "Esperamos que estas novas evidências levem governos e autoridades locais a introduzir novas política de controle de ruídos, protegendo a saúde dos europeus deste mal crescente". Uma em cada cinco pessoas experimentam perturbações durante o dia, e uma em cada cinco tem o sono perturbado por causa de barulho de estradas, ruas, trens e aeroportos. Isto aumenta o risco de doenças cardiovasculares e pressão alta, capacidade de atenção e tinitus, informa o Environmental News Service.
A OMS diz que são necessárias melhor vigilância e coleta de dados para o sudoeste da Europa e Ásia Central, onde a falta de informações inibe estimativas da extensão dos danos à saúde. Espera-se que em julho a Comissão Européia divulgue uma proposta, para atualização de uma diretiva que cobre o nível permissível de som e de escapamentos de veículos - estabelecida pela primeira vez em 1970. "Esta nova avalição é uma evidência da contribuição da OMS para as políticas da União Européia", diz Rokho Kim, cientista especializado em ruído e saúde do escritório regional da OMS para a Europa.
O Escritório Ambiental Europeu, uma coalizão que engloba mais de 140 grupos em 31 países, quer que o estudo da OMS ajude a fortalecer a lei anti-ruído. "Este estudo deveria ter sido feito há muito tempo, e seus resultados mostram que não há desculpas para o não estabelecimento de uma lei de ruído ambiental mais ambiciosa", segundo Louise Duprez, da organização. De acordo com o estudo da OMS, 1.8% dos ataques de coração em países europeus de alta renda são atribuído a ruídos de mais de 60 decibéis.
Fonte: Planeta Urgênte
segunda-feira, 28 de março de 2011
Inspiração na FAUNA - inverno 2012
ESPERO QUE SEJA ECOLOGICAMENTE CORRETO!
Fonte: ModaSpot.com.
Panteras, cachorros, falcão: animais invadem o inverno 2012
28 de março de 2011, 10H16
Estampas de animais são uma constante nas coleções. Seja nas temporadas internacionais ou nacionais, inverno ou verão, lá estão as pintinhas das onças, as listras das zebras e as manchas das cobras espalhadas pelas mais diversas peças. Para o inverno 2012, os estilistas voltaram a buscar inspiração na fauna, mas, desta vez, de forma muito mais literal. Dos dálmatas da Unique, passando pelas panteras que deram um tom selvagem à coleção da Givenchy, até um falcão verdadeiro na passarela da Hermés, as semanas de moda internacionais transformaram-se em um zoológico fashion. Confira:Fonte: ModaSpot.com.
sábado, 26 de março de 2011
A HORA DO PLANETA às 20:30
Da Agência Ambiente Energia - O evento Hora do Planeta vai acontecer neste sábado, dia 26 de março. A iniciativa promove uma mobilização em várias cidades do mundo para que sejam apagadas as luzes, durante uma hora, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o processo do aquecimento global. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, vai participar do evento na Praça em frente aos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, entre 19h e 22h.
A Hora do Planeta é uma ação global da rede WWF. Governos, empresas e comunidades são convidados a mostrar seu apoio à causa do combate ao aquecimento do planeta. A primeira edição foi realizada em 2007 na Austrália, e 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2010, o movimento atingiu 4,2 mil cidades em 125 países. E alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como a Torre Eiffel, o Cristo Redentor, as pirâmides do Egito e a Acrópole de Atenas ficaram no escuro por sessenta minutos.
domingo, 20 de março de 2011
Fóssil do maior dinossauro carnívoro encontado no MARANHÃO
Fóssil de dinossauro carnívoro encontrado no Maranhão é o 2º maior do mundo
O bicho viveu há 90 milhões de anos, na Ilha do Cajual, no Maranhão. De acordo com pesquisadores, é uma espécie muito parecida com outras já descritas na África.
Pesquisadores brasileiros apresentaram o fóssil do maior dinossauro carnívoro que habitou parte do nosso território. O bicho viveu há 90 milhões de anos, na Ilha do Cajual, no Maranhão. Foram apresentados vestígios da cabeça e da dentição. Estima-se que o dinossauro pesava de 5 a 7 toneladas e que tinha 12 metros de comprimento. Segundo os pesquisadores, é uma espécie muito parecida com outras já descritas na África.No Maranhão:
Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis
Cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), anunciaram ontem, [16/03], no lançamento da publicação Anais da Academia Brasileira de Ciências, a descoberta de um dinossauro gigante, a que se deu o nome de Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis. Este é o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Viveu no nordeste brasileiro, mais especificamente, no Ilha de Cajual (MA), onde foi encontrado.O Oxalaia quilombensis – cujo nome homenageia Oxalá, divindade masculina mais respeitada na religião africana e também os quilombos, povoações que construídas por escravos fugidos que existiam na ilha — media de 12 a 14 metros de comprimento, pesava entre 5 e 7 toneladas e viveu há cerca de 95 milhões de anos.
Essa descoberta foi a estrela da apresentação, onde os pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostraram que ao encontrarem os vestígios do pré-maxilar, com sete dentes, e da narina do dinossauro, constataram que o réptil tinha mais semelhanças com outros dinossauros encontrados na costa da África do que com os descobertos até hoje em terras brasileiras, tais como os répteis da Bacia do Araripe. Verificaram também que o Oxalaia quilombensis, quando comparado a dinossauros da mesma espécie, mas encontrados na costa africana, tem dimensões significativamente maiores do que seus pares da África. A familiaridade entre esse dinossauro e os encontrados na África nos lembra que há 115 milhões de anos as terras da América do Sul e da África ainda eram unidas, permitindo a livre migração de um lado ao outro de fauna e de flora (atrvés de sementes), pois o Oceano Atlântico ainda não separava os dois modernos continentes.
Uma das características dos Espinossaurídeos são dentes mais finos e mais fracos do que os encontrados em outros dinossauros carnívoros. Essas características levou cientistas a pensarem, por muito tempo, que esses dinossauros se alimentassem de peixes. Mas há pouco tempo foi descoberta uma mordida de um Espinossaurídeo na vértebra do pescoço de um pterossauro. Isso mudou tudo e hoje então sabemos que eles tinham uma dieta mais variada, pois podia se alimentar de répteis. Os Espinossaurídeos reinavam absolutos como maiores carnívoros do país. Fora eles, não há qualquer outra espécie que ostente mais de 8 metros de comprimento no Brasil.
Fonte: www.globo.com
sábado, 19 de março de 2011
WIKI AVES- A enciclopédia das AVES!!!

Um site de conteúdo interativo, direcionado à comunidade brasileira de observadores de aves, com o objetivo de apoiar, divulgar e promover a atividade de observação de aves, fornecendo gratuitamente ferramentas avançadas para controle de fotos, sons, textos, identificação de espécies, comunicação entre observadores, entre outras (WIKIAVES-Texto de abertura).
http://www.wikiaves.com.br/Verdades e Mentiras sobre o Código Florestal
MENTIRA 1 - O Código Florestal foi elaborado apenas por ambientalistas lunáticos que não têm noção da realidade ou preocupação com a agricultura brasileira.
VERDADE: Tanto o Código Florestal de 1934 como o de 1965 foram elaborados pelo Ministério da Agricultura e não por ambientalistas, como se quer fazer crer. Contou com técnicos e representantes do setor rural, os quais, acertadamente, à época, propuseram regras mínimas para o uso e a proteção dos recursos florestais. Para ilustrar esse fato, veja trechos da exposição de motivos da lei atual, assinada pelo Ministro da Agricultura Armando Monteiro Filho, em 1962:
Há um clamor nacional contra o descaso em que se encontra o problema florestal no Brasil, gerando calamidades cada vez mais graves e mais nocivas à economia do país. (…) Urge, pois, a elaboração de uma lei objetiva, fácil de ser entendida e mais fácil ainda de ser aplicada, capaz de mobilizar a opinião pública nacional para encarar corretamente o tratamento da floresta.
...
Assim como certas matas seguram pedras que ameaçam rolar, outras protegem fontes que poderiam secar, outras conservam o calado de um rio que poderia deixar de ser navegável etc. São restrições impostas pela própria natureza ao uso da terra, ditadas pelo bem-estar social.
...
A lei que considera de preservação permanente as matas nas margens de um rio está apenas dizendo, mutatis mutandi, que um pantanal não é terreno adequado para plantar café. Com esse entendimento foi elaborado o Anteprojeto, eliminando a controvérsia sobre esta matéria que o Código atual suscita e que tantas dificuldades tem criado para exigir-se a permanência das florestas necessárias.
O dilema é este: ou impõe-se a todos os donos de terras defenderem à sua custa a produtividade do solo, contra a erosão terrível e crescente, ou cruzam-se os braços, ante a incapacidade, pela pobreza do Poder Público, na maioria dos Estados do Brasil, para deter a transformação do País num deserto, em que as estações se alternem entre inundações e secas, devoradoras de todo o esforço humano”
MENTIRA 2 – O Código Florestal (Lei nº 4.771/65) está ultrapassado e não tem base científica.
VERDADE: Todas as pesquisas feitas na área de biologia, ecologia, hidrologia, pedologia, metereologia e outras tantas áreas do conhecimento só confirmaram, nos últimos 30 anos, a importância de manutenção de florestas para se manter as fontes de água, o controle das chuvas, evitar as erosões dos morros e as enchentes catastróficas.
Também, basta uma simples pesquisa no arcabouço legal brasileiro que trata do tema para verificar que o texto original, datado de 1965, já foi atualizado diversas vezes e pelos mais diversos instrumentos. Conforme listamos a seguir:
- Lei nº 11.934, de 2009
- Lei nº 11.428, de 2006
- Lei nº 11.284, de 2006
- Lei nº 9.985, de 2000
- Medida Provisória 2166-67, que vigora desde 1996 até a presente data
- Lei nº 7.803 de 1989
- Lei nº 5.870, de 1973
- Foram revogadas as Leis nº 6.535 de 1978 e 7.511 de 1986.
MENTIRA 3 - O percentual estipulado de 80% para a averbação da Reserva Legal na Amazônia Brasileira dificulta a expansão da fronteira agrícola e a atividade econômica.
VERDADE: O percentual estipulado de 80% está associado, principalmente, à necessidade de se proteger a biodiversidade de cada ecossistema e, no caso específico, o da Amazônia. Hoje, a região tem cerca de 170 milhões de hectares de áreas degradadas – resultado do desmatamento e uso intensivo da floresta promovido pela expansão agropecuária e o plantio de pastagens. Tais áreas, respeitados os princípios e comandos do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), são mais que suficientes para produção agropecuária na região, incluindo a produção de biocombustíveis.
Ocorre, porém que, por falta de incentivos à recuperação destas áreas degradadas, hoje é muito mais rentável abrir novas áreas, com o aproveitamento inicial da madeira, de forma clandestina na maioria esmagadora das vezes, além do uso do solo a posteriori.
Pelo código vigente, hoje, pode-se desenvolver atividades econômicas no interior das Reservas Legais, na forma de manejo florestal sustentável. Ou seja, ao contrário do que dizem os inimigos do meio ambiente, o proprietário que cumprir a legislação e manter a sua Reserva Legal, não estará, necessariamente, diminuindo a renda da sua propriedade, pois pode explorá-la, em termos sustentáveis – que é algo moderno e pode gerar mais renda para ele.
MENTIRA 4 - O percentual estipulado de 80% para a averbação da Reserva Legal na Amazônia Brasileira torna praticamente impossível a recomposição da área.
VERDADE: A recomposição da Reserva Legal nunca foi empecilho para o desenvolvimento das atividades econômicas na propriedade rural. No que diz respeito à recomposição em si, deve-se enfatizar que ela vem sendo facilitada, em todos os aspectos, desde a edição da Lei da Política Agrícola Lei Nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991. Ela estabelece permissão para recomposição em até 30 anos e a possibilidade de promover a compensação em outras áreas, desde que na mesma bacia hidrográfica e com a adoção de formatos especiais, como no caso de assentamentos rurais (reserva legal em condomínios).
É importante registrar também que o CF dá incentivos para a recomposição dessas áreas, ao isentar seus proprietários do pagamento de tributos e do Imposto Territorial Rural – ITR. Essa isenção é também estendida para as áreas de preservação permanente e outras áreas consideradas de interesse ecológico para proteção de ecossistemas, assim reconhecidas por ato do Poder Público.
A bem da verdade, desde 1996, a Medida Provisória 1.511 já exigia o percentual de 80% para a Reserva Legal, para as áreas com fitofisionomia florestal. Este entendimento foi reforçado em 2001, por meio da Medida Provisória nº 2.166 e ampliado agora com a necessidade de se promover a recomposição das áreas anteriormente desmatadas.
Se é assim, por que só agora se diz que a recomposição da Reserva Legal não é factível do ponto de vista técnico e que isto é um fator de desestabilidade econômica das propriedades rurais? A resposta, certamente, não está nos argumentos pretensamente nacionalistas ou científicos apresentados pelos ruralistas.
A intenção não declarada é: 1) fugir das punições estipuladas pelo instrumentos normativos do Estado brasileiro, a exemplo da Resolução nº 3.595, de 31 de julho de 2008, do Banco Central do Brasil, que dispõe sobre a recomposição da Reserva Legal e das Áreas de Preservação Permanente; 2) regularizar a propriedade para assim ter acesso a financiamentos e outras benesses governamentais, incluindo, como fazem todos os anos, o perdão de suas dívidas – o famoso calote oficial.
Sem querer, os ruralistas fizeram aparecer o restante do iceberg instalado na Amazônia. A discussão sobre o Código já mostrou que é clara a fragilidade dos órgãos ambientais responsáveis pelo controle, monitoramento e fiscalização na região, uma vez que, em termos legais, desde 1996 já estava vigente o percentual de 80%.
MENTIRA 5 – Necessidade de que os próprios estados possam definir os seus percentuais de reserva legal, considerando a imensidão do território brasileiro.
VERDADE: Os diferentes percentuais estabelecidos no Código Florestal para a reserva legal atendem necessariamente ao comando constitucional fixado no art. 24 da nossa Carta Magna, que determina que é competência da União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição.
No entanto, está fixado também neste mesmo comando constitucional que, no âmbito da legislação concorrente, que é o caso, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
Ou seja, tais percentuais só podem ser estabelecidos exclusivamente pela União, eis que caracterizado a predominância de interesses segundo o qual à União serão conferidas questões de predominante interesse geral, nacional, prevalecendo-se assim o princípio federativo, tal qual como ocorre em outros setores da economia.
Por outro lado, o mesmo Código Florestal atual reserva aos estados, a possibilidade de reduzir, para fins de recomposição, esses percentuais fixados pela União, desde que isso seja indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE e pelo Zoneamento Agrícola.
Além disso, o Código Florestal permite também que podem ser admitidas, para o computo da reserva legal, as áreas de vegetação nativa existentes nas áreas de preservação permanente, desde que isso não implique em conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo.
MENTIRA 6 - As dificuldades impostas pelo atual Código Florestal podem levar ao desabastecimento alimentar do país.
VERDADE: As questões que afligem os ruralistas são de ordem formal e fiscal. Eles apenas querem continuar com as mesmas práticas agrícolas do passado que resultaram em devastação de todos os biomas nacionais. Graças a essas práticas agrícolas, como foi visto, milhões de hectares que poderiam gerar alimentos hoje não se prestam a isso. Também querem se livrar das multas e outras punições que receberam por não cumprir a lei – isto é, querem anistia pelos crimes cometidos com o patrimônio natural da nação.
A eventual queda na produção de grãos, não significaria desabastecimento do mercado interno. A maior parte da produção nacional de grãos, um total de 143 milhões de toneladas, é destinada ao mercado externo (a soja representa 43 milhões de toneladas). E metade dessa produção segue para alimentar os porcos e bois lá fora. O que nós devemos considerar, sejamos brasileiros, amazônidas, comunistas, capitalistas, ambientalistas ou não, é que o meio ambiente, um patrimônio de todos, está sendo transformado em matéria prima para ração animal no primeiro mundo. Aqui os ruralistas deixam a devastação, um passivo ambiental que, para eles, isso não merece punição, devendo a lei ser ajustada para permitir a continuidade do processo.
MENTIRA 7 - O Código, tal como está, prejudica o desenvolvimento da agricultura familiar.
VERDADE: As cautelas impostas pelo Código Florestal no trato da área rural protegem, não só o pequeno agricultor, mas todos aqueles que querem produzir de uma forma sustentável, garantindo a possibilidade de utilização destes recursos naturais pelas gerações futuras. Se não existisse o Código a devastação chegaria à escala de catástrofe. Considerem-se ainda os aspectos sociais reconhecidos no próprio Código, que prevê tratamento diferenciado para o pequeno produtor.
Neste contexto, em pequenas propriedades ou posses rurais familiares, de acordo com o texto vigente do Código Florestal, pode-se computar os plantios de árvores frutíferas ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas, cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com espécies nativas, para fins do cumprimento da manutenção ou compensação da área de reserva legal.
MENTIRA 8 - O Código é impossível de ser cumprido.
VERDADE: Apenas recentemente a lei passou a ser aplicada de verdade e portanto não é possível dizer que ela é incumprível apenas porque há um grande número de imóveis que não a cumprem. Com apoio público, conscientização e o desenvolvimento de tecnologias apropriadas é perfeitamente possível proteger ou recuperar as florestas sem afetar a produção agropecuária.
MENTIRA 9 - A defesa das cautelas ambientais materializadas no atual Código Florestal estão a serviço de interesses internacionais.
VERDADE: Os ruralistas estão tentando confundir a opinião pública, dando a entender que os países ricos estão querendo a Amazônia e para isso estão usando as ONGs ambientalistas. Esta espécie de terrorismo, felizmente, só convence os seus pares.
Primeiro que o CF não se aplica apenas ou principalmente à Amazônia. Ele é importante para todas as regiões do país, indistintamente, pois em todos os lugares é necessário manter a oferta de serviços ambientais. Portanto, é de interesse dos brasileiros – e de ninguém mais – manter as fontes de água necessárias ao abastecimento das cidades, ou evitar a perda de solos por erosão, coisas que o CF tenta fazer.
Em segundo lugar, as ONGs não são, como alegam, “braços dos interesses internacionais”. A grande parte das pessoas e organizações que saem na defesa das florestas e dos rios brasileiros é brasileira. Aliadas a elas estão algumas organizações que, embora tenham escritórios em várias partes do mundo (como o Greenpeace, o WWF-Brasil e outros), são formadas por brasileiros e, mesmo que não o fossem, defendem interesses que são totalmente legítimos, pois são os interesses da sociedade brasileira.
Os ruralistas, que só querem aumentar seus lucros explorando irresponsavelmente os recursos naturais, se escondem atrás de um discurso nacionalista para que a sociedade não perceba que se trata mesmo de um interesse corporativo. A grande maioria dos agricultores, sobretudo os pequenos, sabem que não há chance de sobrevivência sem equilíbrio ambiental e que não há equilíbrio sem manutenção das florestas. Trata-se, portanto, de um falso discurso patriótico o sustentado pelos ruralistas. Como disse Samuel Johnson, pensador inglês do século XVIII: “o nacionalismo é o último refúgio dos canalhas”.
Fonte: http://www.sosflorestas.com.b
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